terça-feira, fevereiro 01, 2005

Piores do Ano

Numa tentativa de imitar Neo desviando de balas, o que melhor fiz neste ano foi fugir de bombas anunciadas. Felizmente não conferi (e não vou conferir) produções que foram malditas como Exorcista - O Início, Mulher Gato, Rei Arthur, As Branquelas. Mas ainda assim não consegui fugir de algumas.

Leia também um resumo rápido do que o cinema fez em 2004 e a minha lista dos Filmes do Ano de 2004, e também as melhores cenas do ano.

Abaixo, também por ordem de preferência, as melhores cenas de 2004:

 

 

Piores do Ano

1. Um Show de Verão: O pior filme do ano que vi tinha que ser justamente um nacional? Quer dizer, na verdade sequer dá pra chamar Um Show de Verão um filme, é mais um clipe costurado com uma pseudo-história de Cinderela. A meia-entrada mais mal paga do ano. Só valeu mesmo pelo ar-condicionado do cinema.

2. Van Helsing: O cinema diversão tem como principal (e óbvia) função divertir. Mas não a qualquer preço, o que no caso de Van Helsing incluiu excluir o roteiro, exagerar nos efeitos (horríveis, por sinal), mexer com monstros clássicos e apostar em estereótipos.

3. Tróia: Wolfgand Petersen teria errado menos se tivesse apostado menos. Mas Tróia é além de tudo, um filme chato. Não empolga em momento algum, sacaneia com mitos e histórias clássicas e tem o elenco mais deslocado do ano, fazendo Brad Pitt e Orlando Bloom passarem vergonha.

4. Ken Park: Larry Clark em mais uma tentativa de impressionar e fazer valer seu discurso de que a adolescência americana está em perigo, faz um filme que no final não diz nada. Sobram apenas seqüências fortes e isoladas (algumas delas nojentas mesmo) que poderiam figurar num filme com algo concreto para mostrar.

5. Olga: Mais um filme nacional na lista. Este aqui entrou pela pretensão e arrogância do diretor Jayme Monjardini, que não conseguiu fazer de Olga mais do que uma novela de duas horas de duração. Não há um só momento em Olga que não queira manipular descaradamente o espectador. Se pelo menos fizesse com competência.

6. Garfield: Equívoco total dos envolvidos, inclusive do próprio pai do Garfield, que na hora de dar vida ao seu filho esqueceu quem ele era e fez um gatinho cheio de mensagens moralistas e bons modos. Desagradou fãs, não-fãs e crianças também.

7. Fúria em duas Rodas: Velozes e Furiosos não era um grande filme, mas cumpria seu papel de entreter com carros envenenados e testosterona nas alturas. Aí, resolveram fazer o mesmo, mas com motos. O resultado foi esta bobagem com as seqüências mais hilárias do ano. Na verdade estou sendo injusto, já que assistir este filme com minha prima de nove anos foi uma das coisas mais divertidas do ano. Cada vez que uma moto voava, ela gritava..

8. Alien vs Predador: Quer fazer filminhos sobre humanos servindo de comida para alienígenas desalmados ou ação entre dois monstros hardcore duelando, tudo bem. Mas sacanear com dois dos mais importantes ícones da ficção-científica do cinema já é demais! Como fã de Alien, achei Alien vs Predador um ultraje.

9. Roubando Vidas: Angeline Jolie precisa mudar de agente urgentemente. Desde Garota, Interrompida ela não acerta um filme. Este Roubando Vidas só não é porque... porque... não tem jeito, é ruim mesmo!

10. Cold Moutain: Outro filme, que a exemplo de Tróia, afundou em suas pretensões. Cold Mountain não passa, no final das contas, de um retrato bonito das paisagens do interior dos Estados Unidos. Vale pelos atores e pelo retrato histórico de (mais) um período negro da história americana.

Bem, poderia ser pior...

Nenhum comentário: