segunda-feira, julho 31, 2006

Soon

Tempinho rápido pra perguntar: alguém já viu o trailer do novo filme do Scorsese? Wow!

quarta-feira, julho 12, 2006

setenta:5

O que mais me assustava enquanto assistia a Noivo Neurótico, Nova Nervosa - ainda mais do que redescobrir o prazer em assistir a uma comédia gostosa e engraçada sem qualquer coisa lembre as “comédias” de hoje (perdi quando foi que acepção da palavra comédia sofreu mutação) – era em como me identificava com o personagem de Alllen!

Talvez por isso eu tenha sido arrastado tão facilmente pra dentro do mundinho (propositalmente?) complicado de um homem que desistiu de acreditar que as coisas poderiam ser lindas, fáceis e apaixonantes (lembra-me, mais uma vez, um amigo dizendo que só “sei complicar as coisas”).

Um trabalho enérgico, criativo, exagerado e divertidíssimo, contando com inúmeras soluções (como a tela sendo dividida em duas partes, na talvez melhor seqüência do filme) que quando aparecem hoje, fazem a festa e lançam o diretor como candidato a "promissor". Grande coisa (ironia para o presente, elogio sincero àquele tempo).

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa
Annie Hall, EUA, 1977
Direção: Woody Allen
Elenco: Woody Allen, Diane Keaton, Tony Roberts, Carol Kane, Paul Simon, Shelley Duvall

segunda-feira, julho 10, 2006

setenta:23

Oficialmente o único filme de Monty Python que realmente me fez rir (e não apenas me fez esboçar risos, como os demais). Trançando um paralelo entre a vida do protagonista Brian (um judeu filho de romanos cheio de sonhos de libertação para sua terra) e vida do próprio criador. Considerando o tom anárquico costumeiro e a total falta de inibição ao fazer graça, principalmente no tocante a religião, é surpreendente como que A Vida de Brian ainda consegue manter um certo respeito para com JC!

Sacaneia com todos os preceitos judaico-cristãos, mas o filho de deus ainda tem sua dignidade respeitada, já que Brian e seus comparsas o acompanham de longe. Preferem fazer graça com os sermões, com a nobreza romana (sequência hilária), com os apedrejamentos (ainda mais hilária que a anterior) sem perder a chance de cutucar toda a sociedade dos dois mil anos depois daqueles (o grupo libertário cheio de discurso só não é melhor do que Loretta).

Pena que não temos mais este povo junto hoje, num período que poderia ser o melhor pra se fazer piada (não demora a chegar o dia em que os próprios apresentadores de telejornais rirão ao anunciar algo).

A Vida de Brian
Life of Brian, Inglaterra, 1979
Direção: Terry Jones
Elenco: Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Terence Bayler, Terry Gilliam, Terry Jones

sábado, julho 08, 2006

setenta:11

Com sua costumeira capacidade de desviar a atenção do espetáculo fácil (tão procurado por tantos outros "cineastas"), Milos Forman cria em Um Estranho no Ninho a possibilidade para que todos os elementos do filme se destaquem, do elenco de primeira ao cenário, fugindo da armadilha fácil que seria criar uma espécie de Sociedade dos Poetas Mortos na vesão manicômio.

Ainda que não haja muita originalidade na visão crítica e denunciativa sobre a maneira como internos de uma instituição para cuidados de doentes mentais (é preciso lembrar também que este filme tem mais de 30 anos de idade), Um Estranho no Ninho marca mais pelas atuações de Jack Nicholson como doido nada bobo e a enfermeira durona na pele da bela Louise Fletcher.

Uma briga linda, entre a vontade de viver e a de controlar, a anarquia desestabilizante (por vezes, prejudicial) e o positivismo normatizador e cheio de objetivos (mas tão prejudicial quanto), a liberdade sexual pós-60 e a necessidade de ter a cabeça no lugar (nem que seja a base de eletrochoque). Coisa que Forman sempre gostou e soube como trabalhara.

Um Estranho no Ninho
One Flew Over the Cuckoo's Nest, EUA, 1975
Direção: Milos Forman
Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, William Redfield, Michael Berryman

Anos 70

A Liga dos Blogues Cinematográficos apresentou no último dia 5 a lista dos melhores filmes da década dos anos 70, segundo seus membros. Clique aqui e confira o resultado. Também não deixe de conferir o ranking dos anos 80 (aqui) e anos 90 (aqui).

Os próximos posts se referem exatamente a filmes desta década que foram conferidos pra engrossar a lista de votantes (e que são obrigação na lista de qualquer um).

segunda-feira, julho 03, 2006

Segundo Plano

Ok, concordo com o Chico que talvez tenha sido O Código Da Vinci o filme do ano escolhido pra ser malhado (todo ano há um destes). E até faria das palavras dele as minhas se... eu não tivesse dormido a maior parte da sessão.

Sou crítico ferrenho do livro (mesmo tendo me divertido muito enquanto o lia e recomendando-o a qualquer um que queria leitura rápida, ágil, divertida e inofensiva – ao contrário do que muita gente acredita) e não esperava grande coisa do filme. Mas pelo menos tão divertido ou cheio de ação quanto o livro ele (o filme) deveria ser! Era obrigatório! Era esperado! Era o mínimo!

Mas estamos falando de um filme de Ron Howard, serzinho da qual não se pode esperar muita coisa e, que neste filme, consegue ser ainda pior do que sempre foi. Não sei como o filme soa a quem nunca leu o livro, não sei se essas pessoas entenderão algo. Mas fora isso não há ação, romance, revelações ou piadinhas cretinas o suficiente pra que me convença a indicar o filme.

O certo é que fui assistir, assim como comprei o livro. Ambos pelo mesmo motivo: estavam no topo. E talvez justamente isso “injustifique” toda a minha revolta.

O Código Da Vinci The Da Vinci Code, EUA, 2006 Direção: Row Howard Elenco: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina, Jürgen Prochnow, Paul Bettany, Jean Reno