sexta-feira, julho 30, 2004

Literalmente perdidos na tradu��

Empolgaram-se com as virtudes de Encontros e Desencontros e tentaram transformá-lo em algo maior do que ele é. Esta é a única explicação para o barulho que fizeram em torno do último fimle de Sofia Coppola. Afinal, Encontros e Desencontros é mais do que um ótimo filme?

Sinceramente acho que não. Provavelmente foram pegos de surpresa pela segurança com que Sofia conseguiu contar sua história simples e intimista sem se perder no meio do caminho tumultuado e colorido de Tóquio. A grande virtude do filme é saber exatamente o quão grande ou o quão longe ele pode ir.

Aliás, ele pode ser comparado a própria reação de Sofia recebendo Oscar pelo roteiro do filme com aquela expressão de "Gente, muito obrigada! Mas eu não sou tudo isso!" E justamente por esta contenção, Encontros e Desencontros é altamente recomendado.

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Encontros e Desencontros

"E me perdoem todos aqueles que colocam Encontros e Desencontros como algo maior do que um filme muito bom. Talvez a excitação em estar frente a um filme original e sincero, de um humor insuspeito os tenha entusiasmado. O fato é que Encontros e Desencontros não é nem quer ser um filme além do que é: uma deliciosa viagem ao outro lado mundo, onde as diferenças e contrastes une naturalmente os semelhantes."

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quarta-feira, julho 28, 2004

Que sono!

Nenhuma surpresa: Van Helsing - O Caçador de Monstros é mesmo um filminho bobo e sem graça. E ainda perde a chance de ser diversão passageiro, sendo apenas chato.

Li algumas tentativas de defesa do filme, mas nenhuma delas me convenceu de verdade. E ter me divertido assistindo a Panteras 2, por exemplo, mostra que não sou aquele chato quando o assunto é apenas diversão. Pelo menos uma coisa fez valer a entrada: o pulinho daqueles cavalos foi uma ótima piada... O que? Não era piada?!

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Van Helsing - O Caçador de Monstros

segunda-feira, julho 26, 2004

Poderia ser melhor?! Acho que n�o...

Por mais certo que eu estava de que Homem-Aranha 2 seria um filmaço, talvez o melhor filme do ano, eu não estava preparado para isso. Em alguns momentos eu estava tão extasiado, tão afetado pelo filme que não saberia dizer exatamente o que o filme estava fazendo comigo.

Ação de cair o queixo? Tem sim, e ainda melhor do que no primeiro. Momentos que fazem do cabeça de teia um cara mais legal? Felizmente tem, e também mais emocionantes do que no primeiro. Uma cena em particular me deixou realmente tocado. Não leia caso você não tenha assistido ao filme! Quando Parker consegue parar o trem desgovernado e quase desmaia, sendo levado para dentro do vagão pelos desconhecidos me deixou com um puta nó na garganta que demorou se desfazer.

Meu Deus! É esse tipo de coisa que espero ver em um filme! Seja ele um filme pipoca ou de arte, barato ou caro, de super heróis ou de um joão-ninguém. Será que é tão difícil fazer isso com mais frequência?

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Homem-Aranha 2

"Homem-Aranha, o primeiro filme, era uma história sobre uma garota. Homem-Aranha 2 continua sendo uma história sobre uma garota e sobre o herói apaixonado por essa garota. Inacreditável como é simples. Inacreditável como o segundo filme possa ser ainda mais seguro, mais humano e mais estimulante do que o primeiro. Inacreditável como Sam Raimi conseguiu transformar uma das maiores máquinas de fazer dinheiro dos últimos tempos no que provavelmente será o filme mais espetacular do ano."

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quinta-feira, julho 22, 2004

O peso da vida...

Por pouco eu não faço um fim de semana Sean Penn. Além de Sobre Meninos e Lobos, também consegui locar 21 Gramas, novo filme do diretor mexicano de nome difícil Alejandro González Iñárritu que também tem Sean Penn no elenco (quase levo O Peso da Água, que também tem Sean Penn). O melhor de 21 Gramas, claro, é sua alardeada edição não-linear que dá um nó no cérebro de qualquer um.

Mas assim como Dogville, depois do período de adaptação a proposta do diretor, deixamos nos levar pelos personagens. No caso de 21 Gramas, imagine aqueles personagens de Amores Brutos, trabalho anterior de Iñárritu, ainda mais desesperadores e deprimentes. Com a ajuda da edição, da câmera, da imagem granulada e das incríveis interpretações do elenco, o diretor consegue romper as barreiras da tela e consegue nos queimar. Quanta dor!

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21 Gramas

"é a própria do que um exercício tradução do sofrimento. de estilo do mexicano 21 Gramas é mais Alejandro González Iñárritu: Assistir a 21 Gramas é uma experiência que não se distancia muito da frase anterior: você pode até não ter entendido exatamente o que estava escrito, mas sabia que havia sentido, tudo era uma questão de colocar na ordem certa. A confusão causada por 21 Gramas pode obrigar a assistir o filme novamente, ou mesmo frustrar. Mas é a prova de que pessoas e vidas são menos lineares do imaginamos."

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quarta-feira, julho 21, 2004

Sobre Meninos e Lobos

Não achei Os Imperdoáveis grande coisa... podem tacar pedra, tudo bem... e duvida portanto, da capacidade de Clint Eastwood em conseguir fazer um filme mais do que bom, um ótimo filme. Sobre Meninos e Lobos é o que eu precisava para dizer, Ok, Eastwood pode fazer um ótimo filme. Talvez ter se concentrado em ficar apenas atrás das câmeras tenha lhe feito muito bem.

O que mais gosto em Sobre Meninos e Lobos é o equilíbrio perfeito que Eastwood conseguiu dar a trama pesada e os personagens complexos e ainda permitir que o filme seja classificado como um ótimo suspense. Sem arestas ou pontas sobrando, Sobre Meninos e Lobos não é um trabalho genial como alguns adoram dizer. Basta classificá-lo como um ótimo exemplo de filme a se lembrar de 2003.

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Sobre Meninos e Lobos

"Provavelmente eu seja a única pessoa no mundo que não tem Os Imperdoáveis na lista de melhores filmes da década passada. O bom na minha opinião, e perfeito para maioria, filme dirigido por Clint Eastwood era o único na carreira do diretor que poderia atestar suas qualidades como diretor. Sobre Meninos e Lobo tornou-se o ponto de acordo entre todos, o que me inclui, de que Eastwood, quando bem munido, sabe fazer um filmaço."

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terça-feira, julho 20, 2004

Deus aben��e a Am�rica!

Lembro-me de certa vez estar assistindo a um destes programecos que passam a tarde em que um assunto é escolhido, algumas pessoas são entrevistadas (leia-se: dão a cara a tapa) e a platéia participa (leia-se: dão as bofetadas na cara dos primeiros). Algo tipicamente americano, diga-se de passagem.

No programa daquela tarde o assunto era bissexualismo, e tudo ia muito bem, a platéia animadíssima, os entrevistados a vontade, uma senhora da segunda fileira parecia não se incomodar com o assunto... até que um dos rapazes convidados disse porque gostava de transar com mulheres e porque gostava de transar com o homens. A feição de horror e espanto da senhora da segunda fileira, antes entusiasmada, foi uma piada.

E assim são os americanos (e todos nós) quando defendem o direito a expressão e a liberdade. Mas basta alguém pisar no calo ou falar algo que não seja considerado dentro dos padrões da ética e da moral e pronto, está montado aquele circo em torno da proteção dos valores familiares e mais um monte de merda que gostam de falar. O Povo Contra Larry Flynt, além de ser mais um filmaço de Milos Forman, mostra com perfeição isso. A liberdade é linda, mas tem seu preço. Estão todos dispostos a pagar?! Eu duvido muito...

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O Povo Contra Larry Flynt

"Por mais que muitos americanos possam abominar a afirmação, Larry Flynt é um a própria figura do cidadão americano, que faz do seu país o lugar perfeito para vencer na vida. O jovem e ambicioso dono de uma casa noturna que chocou a opinião pública conservadora americana ao lançar uma revista "mais ousada" do que as politicamente corretas (como a Playboy) mostra como o discurso preferido de nove entre dez americanos de "somos um país livre" cai por terra quando alguém se sente atacado."

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segunda-feira, julho 19, 2004

Nunca d� carona a estranhos!

Graças a incompetência do cinema local em trazer qualquer lançamento para este fim de semana, fui obrigado a apelar para a locadora. E não posso reclamar não, pelo contrário. Finalmente consegui assistir a 21 Gramas e Sobre Meninos e Lobos (ambos filmaços, como todos já devem estar cansados de saber) que terão seus comentários postados em breve. E também assisti a dois mais velhos: O Povo contra Larry Flynt e Alien - O Oitavo Passageiro.

A vonta era de assistir a quadrilogia completa de uma só vez, mas como grana e tempo são alguns dos meus problemas atuais, comecei aos poucos, assistindo primeiro ao capítulo um. Ridley Scott faz de Alien - O Oitavo Passageiro um filmaço, que faz qualquer um roer até a última pontinha de unha dos dedos dos pés. E faz isso sem sequer apelar para nús frontais da criatura. Basta ele desligar algumas luzes e já estamos em pânico:

Cenas preferidas: o esqueleto da enorme criatura dentro da nave alienígena abandona e o facehugger (aquela coisinha que "planta" os alien dentro do hospedeiro) apertando o pescoço da sua vítima quando ameaçada. Perfeito.

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Alien - O Oitavo Passageiro

"Dez anos se passaram desde que Kubrick havia lançado sua obra prima 2001 - Uma Odisséia no Espaço, quando o desconhecido Ridley Scott volta para o espaço para colocar a humanidade frente a uma nova descoberta. Mas no lugar de monolitos misteriosos que podem esconder o próprio segredo da vida e do universo, há a criatura assassina mais perfeita de todas as galáxias e muito sangue. Um propósito menos digno? Pode até ser, mas ainda assim um dos clássicos da ficção cientifica."

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quarta-feira, julho 14, 2004

Uma ilustra��

Dogville é o clássico filme "ame ou odeie". E como geralmente acontece com este tipo de filme, eu amei. Muito do que gostam de dizer é verdade, o filme não tem o mais original roteiro dos últimos tempos nem pode ser tomado com uma crítica séria e de bom senso para os Estados Unidos. Mas não deve ser, de maneira alguma, ignorado como um grande êxito do cinema.

Principalmente pela abordagem do diretor Lars von Trier, genial para alguns, desnecessário para outros. Mas o melhor de Dogville acontece depois que você se acostuma com o cenário sem paredes, quando você passa a se interessar mais pelos personagens do filme. O final, um pouquinho forçado, fica melhor quando sobem os créditos ao som de David Bowie, Young American.

Difícil mesmo é conseguir escrever pouco sobre o filme. Tentei, mas quem disse que consegui escrever menos de onze parágrafos?! E ainda deixei um monte de coisa para trás... uma pena... mas se tiver paciência e tempo, por favor, leia!

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Dogville

terça-feira, julho 13, 2004

Cuidado com o boliche!

Tiros em Columbine é o primeiro documentário que alugo! Mesmo depois do grande momento que Michael Moore deu na cerimônia de entrega do Oscar de 2003 eu ainda não havia achado uma boa oportunidade para assistir seu documentário sobre a violência nos Estados Unidos. Felizmente o sucesso de Fahrenheit 9/11 lembrou-me de minha obrigação em conferir o filme.

Apenas repetindo aquilo que muitos já disseram: Tiros em Columbine é um filmaço. E para quem espera algo chato, tipo Discovery Channel, pode esquecer. Até uma animação que conta rapidamente a violenta história americana apresentado por um cartucho de bala há!

O melhor do filme no entanto, é Michael Moore, um dos cara mais filho da puta que conheço! Vai ser cara de pau (e ousado) assim lá nos EUA (que eles merecem!)! Destaque para sua entrevista com Charlton Heston.

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Tiros em Columbine

segunda-feira, julho 12, 2004

Top 100 filmes

Para quem não tem o costume de visitar os blogues aí da esquerda (qualé pessoal?! É assim que se faz a Internet: navegando!), o blog Alta Fidelidade, do Hugo Leornardo está com uma (ótima) "listinha" do 100 melhores filmes da década de 90. Você pode até não concordar com as escolhas do Hugo, mas como adorador de listas, não posso deixar de recomendar o belo passeio pelo cinema da década passada que a lista promete ser...

Conhecendo aquilo que s� conhec�amos em livros...

Quando entrei no cinema para assistir Diários de Motocicleta já sabia que seria um grande filme. Já havia lido isso em vários lugares, mesmo o filme não recebendo os prêmios que muitos consideravam certos (a Palma de Ouro tinha, por um motivo ou outro, que ser de Moore). Mas ainda assim o filme se mostra uma grata surpresa ao sentir (e não apenas ler o que já escreveram) toda a sensibilidade e ingenuidade com que é conduzida.

Ingenuidade que dá mais tarde lugar a dura realidade, algo que começou a transformar profundamente os dois protagonistas, a ponto de levar um deles a ser tornar uma das mais importantes figuras do século passado. Não espere no entanto, em ver um mito em cena. Há apenas um jovem de 23 anos (meu Deus! a mesma idade que eu!) em uma aventura afim de descobrir aquilo que só conhecia em livros.

Enquanto assistia ao filme, pensava em como Walter Salles foi feliz em equibilibrar todos os elementos e nunca se perder de seu foco. Tá na lista de melhores do ano, certamente.

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Diários de Motocicleta

quinta-feira, julho 08, 2004

T�o longe de "casa"...

Lugar Nenhum na África é tão delicado e sensível em sua narrativa que corre o risco de ser simplesmente chamado de chato. A despretensão de tornar o filme o melhor drama de todos os tempos de Carole Link resulta em algo perfeito. Não é espetacular, não é incrível, nem é de derramar um balde de lágrimas. Apenas perfeito dentro daquilo que se propõe.

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Lugar Nenhum na África

quarta-feira, julho 07, 2004

A��o e tortas

Domingo a tarde, sem nada para fazer, por que não assistir a Velocidade Máxima transmitido pela Globo? O filme continua um dos melhores de ação dos anos noventa, mas o que dizer da Globo cortando todas as cenas mais "pesadas" do filme? O momento em que explode a plataforma da porta do ônibus a tia que tentava sair vai pelo espaço simplesmente sumiu! Tive que contar para quem assistia comigo o que aconteceu.

E completando a trilogia (putz!) da sacanagem, assisti a American Pie - O Casamento. Dos três, é aquele que pega mais leve, e ainda assim apela pra cacete! A sequência do chocolate é lamentável. Já a da boate gay ficou divertida. E a despedida de solteiro deixou a desejar (afinal, só mostrar peitos não é grande coisa num filme!). Pelo menos dever mesmo o último

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Velocidade Máxima
American Pie - O Casamento