quinta-feira, abril 22, 2004

Pend�ncias in�teis

Citando Gandalf (sem saber se são estas exatamente as suas palavras) em A Sociedade do Anel, tudo o que nos cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado. Assim, sacrifica-se algo para poder fazer outra coisa... E cá estou eu sacrificando algumas - coisas que muitos considerariam mais importante - para comentários sobre assuntos que eu não poderia deixar em branco.

Quebrando o porquinho!
Para aqueles que adoram não só assistir seus filmes preferidos no conforto do lar, mas querem fazer isso a qualquer hora, sem precisar ir a locadoras ou emprestar de um amigo, duas boas novidades entraram em pré-venda nos últimos dias.

A terceira e última parte da trilogia do anel entrou em pré-venda no fim da semana passada para lançamento em 25 de maio. Como aconteceu por aqui com os dois primeiros filmes, o DVD será lançado com um segundo disco apenas com material extra (quem já conferiu os outros dois DVDs sabe pode esperar a mesma qualidade nos bônus) e terá versão única Widescreen (Deus seja louvado!). Também como antes, não há o mínimo sinal das versões especiais lançados no mundo todo, menos por aqui.

A única diferença é que desta vez o último episódio invande o mercado doméstico em maio, três meses antes do que era esperado. Estratégia comercial para lançar um super box com todos os filmes? Eu apostaria nisso... mas pra mim pouca diferença faz, já que tenho os outros dois filmes e vou comprar a versão "desestendida" mesmo. Se o box valer a pena depois, quem sabe...

A outra novidade começou a chegar hoje por e-mails de grandes lojas da Internet: a trilogia clássica de Star Wars finalmente é lançada em DVD. Contando com os três primeiros (depende de como você contar) episódios lançados por George Lucas e um quarto DVD com material extra, o box já quebrou alguns recordes nos Estados Unidos, mesmo estando apenas em pré-venda.

Por aqui o box chega na mesma data que no resto do mundo, algum dia lá de setembro (por enquanto, ninguém assegurou ao certo o dia de entrega, já que o mercado nacional cada vez mais surpreende as empresas que fabricam os DVDs com pedidos acima do esperado). Este vem lançado em caixas Widescreen e Fullscreen. E sim, são as mesmas versões especiais lançadas por Lucas há algum tempo... o pessoal da SET deve estar enjuriado!

Enfim, haja grana!

Na Telinha tamb�m tem...

Já no mundo da telinha a diversão nem sempre é garantida. Para aqueles que, assim como eu, só tem acesso a canais abertos então, a coisa é perturbadora. Um dia ainda coloco aqui tudo o que é possível ver numa única noite sem nada para fazer em frente a TV. Mas, de vez em quando, há algumas coisas que chama a atenção.

Quem vai entender a Rede Globo? Antes ela era a pioneira em transmissão de seriados. Mudou a política e deu prioridade a produções nacionais e apenas mantinha o direito sobre vários seriados de sucesso (como Plantão Médico e Angel) para que a concorrência não os tivesse. Este ano, para tapar um buraco na grade, apresentaram o primeiro ano de 24 Horas.

O resultado, pelo jeito, foi tão bom que o segundo ano começou a ser apresentado no domingo passado. Não vi grande coisa na primeira hora do segundo ano. Pra falar a verdade, achei bem exagerado a história da cabeça e a facilidade com que Kim, a filha de Bauer, se meteu (novamente) em confusões. Mas calma, ainda há 23 chances de tudo melhorar. Todo o domingo, depois do terrível Sob Nova Direção, que vem depois do cada vez mais sem graça Fantástico.

Se não bastasse depender da TV aberta, nós, aqui do "interiorzão" ainda temos que contar com a boa vontade das repetidoras de sinal (recuso-me a chamar aquilo de emissora). Há algum tempo o horário destinado as Séries Premiadas do SBT era substituido pela represise do programeco local aos moldes de Aqui Agora. Depois de um tempo, simplesmente passaram a desligar os transmissores. E eu fiquei só na vontade de assistir A Sete Palmos, polêmica produção da HBO.

Mas parece que minhas preces foram atendidas e depois de 8 episódios já terem ido ao ar, sexta passada deixaram tudo ligado e pude conferir pela primeira vez a série. O episódio A Vida é Curta foi interessante e, mesmo não sendo escrito por ele, trouxe um pouco do que o criador e produtor Alan Ball também fez com o roteiro de Beleza Americana. Sinismo, humor negro e hipocrisia numa trama que ainda conta com drogas, sexo na terceira idade e homossexualidade. Tudo sem frescuras e da maneira mais direta possível. Promete!

Uma quest�o de prioridade?

Seguindo a mesma tática usada para o lançamento de Abril Despedaçado, Walter Salles Jr está lançando o seu Diário de Motocicleta em todo lugar, menos aqui no Brasil. Pelo menos dessa vez conta a seu favor o fato da produção contar com vários países e de que o filme não entrou oficialmente em circuito comercial, sendo apenas apresentado em festivais. Se seguir o exemplo de Sundance, Diário de Motocicleta corre um grande risco de levar a Palma de Ouro na edição deste ano do celebrado Festival de Cannes. Particularmente estou ansiosíssimo para ver o filme e avalanche de críticas positivas tem aumentando ainda mais as expectativas.

Revoluções em DVD

E por último, mas não menos importante, coloquei as mãos no meu DVD da última parte da trilogia Matrix, Matrix Revolutions. Ontem, assisti tudo de novo, o que inclui os Animatrix, tudo do começo e numa pancada só. Que coisa! Não quero reascender as velhas discussões sobre a trilogia, não quero ofender aqueles que não gostaram do filme e também não quero parecer um fã xiita dos filmes, mesmo que seja quase impossível isso não acontecer mas, adoro aqueles filmes.

O que inclui o último também. Mesmo que os pontos apontados pela maioria possam tenham fundamentos (como não ter explorado tudo o que poderia ter explorado dentro da trilogia ou ter muitos clichês), não consigo deixar de achar Matrix Revolutions lindo. Pretendo, se o tempo permitir, colocar um resumão geral daquilo que tirei de tudo isso, algo no estilo FAQ. Já vou avisando que é só pra fãs, mas ainda assim uma coisa centrada. Nada de teorias malucas. Em breve... ;-)

terça-feira, abril 20, 2004

Fala s�rio... � s� divers�o...

Abandone a máscara de intelectual, esqueça que você gosta de filmes complexos, de tramas bem amarradas e bem feitas, que só assiste filmes com ganhadores do Oscar e que Matrix revolucionou o cinema de ação. Só assim para se divertir (muito) assistindo a Bem-Vindo a Selva.

Ignorada pelo grande público e massacrado pela maioria da crítica, Bem Vindo a Selva é um daqueles filmes que não estão nem aí para um monte de coisa, inclusive em ser um grande filme. A preocupação mestra é a pancadaria e o tiroteio. Se consegue fazer isso sem atacar ou ofender ninguém, já está sendo melhor que muito filme por aí. Mas já desisto previamente de convencer alguém a assistir o filme ou discutir sobre as qualidades ou não dele.

O tempo

É uma pena que toda a violência e polêmica em torno de Irreversível, o filme de Gaspar Noé, acabe desviando a atenção de todos para aquilo que o filme quer afirmar: que o tempo destrói tudo e que o sentimento de vingança só nos lembra do que realmente somos. Quando Marcos encontra o suposto estuprador que quase matou sua namorada, já está num nível tão inconsciente de ódio que não vê mais limites para suas ações. Quando estamos prestes e vê-lo sendo estuprado dentro da infernal boate, Pierre - que vinha tentando dissuadí-lo da vingança - aparece para salvar e comete o mais brutal dos crimes que o cinema já mostrou.

A onda insana de violência e horror felizmente diminui nas sequências seguintes, o que acaba nos convencendo a chegar até o final do filme, e começo da história. Para isso ainda é preciso passar pela insuportável sequência do estupro de Monica Belluci. O filme é um triunfo de técnica, principalmente quando se gosta de planos longos e complexos. É também um dos poucos filmes com a capacidade de sair de tela e atacar quem o assiste.

De Niro e Pacino

Um com Robert De Niro e o outro com Al Pacino. Ainda na maratona "filmes de antes de eu nascer" conferi neste fim de semana Taxi Driver (sim, eu ainda não havia assistido!) e Scarface (que o amigo Augusto - também conhecido como Merlin, Gu, ET, V3RD3 ou qualquer outra coisa que passse pela cabeça dele na hora de mudar o apelido no MSN - mandou colocar na lista ). Com excessão da "tá falando comigo?!" e da presença de Jodie Foster, pouco sabia sobre o filme de Martin Scorsese, a não ser claro, de que o filme é parâmetro dentro do cinema moderno. Muito bom. Incrível como alguns filmes são simplesmente bons e você não tem muito o que falar sobre eles...

Scarface é um filme inteiro do Al Pacino, mesmo que tenha ótimos momentos da direção de Brian De Palma. Violentíssimo, principalmente para os padrões da época, acho que nasce nele o que era até pouco tempo, considerado o padrão de filmes de ação. Mas isso só quando olhamos para a sequência final. Antes disso acompanhamos a subida e queda de Tony Montana. Destaque também para a ótima trilha sonora... alguém sabe dizer porque o cubano que fez o Many sumiu? Só fez filmes desconhecidos depois desse, enquanto os outros atores ficaram em evidência.

sexta-feira, abril 16, 2004

Ficção Científica

Vamos ser rápidos e práticos: goste ou não, Guerra nas Estrelas: Episódio IV - Uma Nova Esperança mudou o cinema... pra nós, que nascemos do lado de cá dessa revolução talvez isso não faça tanta diferença, afinal, todos os filmes que assistimos sofreram influência direta do que George Lucas, Spielberg, Coppola e outros mais fizeram muito lá pelos fins dos anos setenta.

Muita gente adora ficar chorando e reclamando e, sob certos pontos de vistas, concordo que a nova onda gerada pelo cinema pipoca acabou contribuindo para a queda na qualidade do cinema. Mas não posso negar que o adoro e que meus filmes preferidos são fruto dessa revolução. Afinal, como fugir disso.

Aproveitando o texto sobre o Episódio IV e também uma lista publicada há quase dois anos, listei também cinco filmes de ficção científica que considero obrigatório. Lá também tem o link para a lista dos 100 maiores segundo os críticos, uma ótima fonte de lembranças e sugestões. Aliás, quais são os de vocês?

quinta-feira, abril 15, 2004

A Trilogia

Algo muito comum no meu trabalho é descobrir algo novo ou aprender uma nova maneira de resolver um problema e pensar "Putz! Como eu não pensei nisso antes?!". Com filmes isso também acontece. E ultimamente com uma freqüência bem alta.

Quando terminei de assistir O Poderoso Chefão - Parte III pensei como eu podia ter esperado tanto pra assistir à trilogia! Por outro lado, seguindo aquela linha "tudo acontece na hora que deve acontecer" acho que não haveria melhor momento para ter conhecido os filmes.

Em uma discussão há um tempo atrás no fórum do Cinema em Cena tentaram chegar a alguma conclusão sobre o que era um cinéfilo. Eu desisti de chegar até o fim dela (mesmo apenas observando os posts) mas parecia ser um consenso que uma quantidade grande de produções assistidas era algo necessário. A única certeza que direi que ainda não me considerava um cinéfilo. Como o Vladimir postou em um comentário no post anterior do blog: um cinéfilo que não conhecia O Poderoso Chefão?

Talvez eu até devesse mudar o nome disso aqui para algo mais condizente com minha situação. Algo como "descobrindo o cinema" ou "cinema na ordem inversa" já que busco como um doido produções passadas (e acreditem, há uma dificuldade grande em consegui-las por aqui). Mas acho que vai ficar nisso mesmo: cinéfilo ainda não, apaixonado por cinema sim. Algo que talvez o tempo resolva.

Mas chega de bla bla bla... quando Roberto Sadovski, editor-chefe da revista SET simplesmente disse que O Retorno do Rei encerrava com chave de ouro a melhor trilogia do cinema (ou algo que valha) eu imaginava ver mais reações. A única, de alguém do meio, foi a do crítico Sabadin do Cineclick, que não é um grande fã da saga do Anel e colocou O Poderoso Chefão com a melhor.

Não gosto dessas discussões a melhor, ou a pior, ou num sei o que... o fato é que cai prostado reverenciando a obra de Francis Ford Coppola e nos últimos quatro dias, invariavelmente uma passagem, cena ou personagem da trilogia vem a minha mente. Sabe aquele filme que não só causa impacto enquanto você assiste mas continua a fazer depois disso?

Apocalypse Now ainda é o filme de Coppola que mais me impressiona (assusta, pra ser exato), mas é com O Poderoso Chefão que ele fez de mim um admirador. Juro que tentei não escrever muito sobre cada um dos filmes (Parte I, Parte II e Parte III) e mesmo assim os textos ficaram longos, incompletos e aquém de dar a mínima idéia do que a trilogia é.

Ah, um pergunta: alguém aqui também adora assistir trilogias ou seqüências de filmes de uma vez só?! No caso de O Poderoso Chefão foi uma experiência incrível... quanto será que é o DVD?

segunda-feira, abril 12, 2004

Bem vindo a m�fia!

Que fim de semana! Fui a locadora a fim de assistir aos filmes de Tarantino, mas adivinhem?! Só tinha Pulp Fiction... tomado pela cólera (urgh!) comecei a pedir pra moça do balcão uma lista infindável de filmes que ela simplesmente não tinha... até que cheguei em alguns que havia algum tempo que eu queria assistir. O problema é que eles só tinham em VHS.

Até não iria pegar, mas dando uma volta lá pelo fundo da locadora não resisti e acabei pegando O Poderoso Chefão, Parte I, II e III. E pra fechar o fim de semana máfia levei também Os Intocáveis.

Os Intocáveis entrou pra lista de urgência depois dos comentários deixados sobre Olhos de Serpente e realmente, há uma diferença bem grande entre os filmes. Ainda vemos o estilo inconfundível do De Palma, mas a história da prisão de Al Capone é muito mais interessante, mesmo que não seja dramática ou apelativa. Aliás, adoro esta cara comum a todos os filmes de máfia.

Por insistência do meu irmão, acabei indo ao cinema assistir a Fúria em Duas Rodas. Eu não iria, mas como ele tava doido pra uma carona (interesseiro!) e minhas primas também, fui lá... Ainda bem que fui com eles, pois a única coisa divertida mesmo foi ver uma prima de nove anos gritando igual a uma maluca. O filme é uma droga!

Quando a parte mais importante do film de semana, conhecer a família Corleone, ainda estou jutando tudo pra tentar escrever alguma coisa. Meu Deus! O que é aquilo?! Consigo saber de imediato quando gostei ou não de um filme, mas quando ele simplesmente me deixa sem saber o que pensar, o filme merece realmente um tempo. Prometo ainda essa semana colocar tudo por aqui...

sábado, abril 10, 2004

Wow!

Se ser� ou n�o o filme do ano, n�o podemos dizer ainda. Mas o trailer do ano n�s j� temos. Veja voc� mesmo!

quinta-feira, abril 08, 2004

Exagero!

Cada vez mais me contagio pela febre Tarantino... Mas o que há de se fazer?! Depois do último trailer de Kill Bill Volume 2...

Se você ainda não viu, clique aqui e assista a um trailer que é melhor do que muito filme por aí.

" - Me desculpe... eu exagerei..."
" - Você exagerou?!"

Pena de morte em segundo plano...

Se fosse um drama sobre um homem no corredor da morte, correria o risco de ser piegas e melodramático. Se fosse um suspense com conspirações governamentais para incriminar um inimigo político, correria o risco de ser exagerado e bobo. Alan Parker resolveu não cair de cabeça em nenhum dos dois e fazer um pouco de cada. Teria funcionado se o resultado não soasse tão superficial.

Não chega a ser um filme ruim. Talvez o que mais incomode em A Vida de David Gale é todas as possibilidades que ele tinha a seu dispor. Tirando alguns bons momentos há a tentativa de mostrar como a pena de morte é equivocada. Mas mesmo essa tentativa fica ofuscada pelas "surpresas", que pareceram ser mais importante para o diretor.

quarta-feira, abril 07, 2004

N�o sonhe, seja!

Histérico, hilário, exagerado e ousado. Não é fácil resumir o que The Rock Horror Picture Show é. Melhor pegar logo o filme e conferir por si mesmo. Lembro que já havia visto alguma parte rápida dele na TV (e lembro que naquele tempo fiquei um pouco escandalizado) e só agora fui conferir todo o filme.

O DVD comemorativo dos 25 anos do lançamento traz um ótimo material extra, documentários e entrevistas atuais com o elenco. Menos com Tim Curry, que parece não gostar de ser ligado ao personagem. As poucas falas dele no material extra são de época e mesmo nos outros atores, como Susan Sarandon, parece haver um certo receio no que se refere ao filme, apesar dela ter deixado claro que se orgulha dele.

Meu conselho é que assistam logo.

terça-feira, abril 06, 2004

Peix�

Há muito, muito tempo atrás assisti a um filme que simplesmente acabou comigo, em todos os sentidos, já que todos em minha família ficaram me olhando com aquela cara de "esse moleque num é normal". Edward - Mãos de Tesoura ainda é até hoje, meu filme preferido de Tim Burton, mesmo quando o cara ainda é responsável por Batman, Batman - O Retorno, Ed Wood, Os Fantasmas se Divertem e outros menores, como Planeta dos Macacos, Marte Ataca e A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça.

O que mais marca nos seus filmes é sua capacidade única de criar um visual que outro jamais conseguiria fazer igual. Mesmo em Planeta dos Macacos, que muitos consideram uma traição do diretor, mas ainda um ótimo filme de ação, há traços de Burton.

As imagens de divulgação de Peixe Grande já deixavam claro que teríamos o de volta em grande estilo. E mesmo preparado para isso eu me surpreendi. Há sempre uma atmosfera mais pesada, um clima quarto-fechado-e-escuro-de-adolescente-excluido sempre comum em seus filmes. Mas não neste, sempre cheio de cores vivas e cenários deslumbrantes. O resultado é incrível.

Adoro a facilidade com que ele consegue contar as histórias de Edward Bloom e fazê-las funcionar. Pena que o que faz de Peixe Grande um bom filme não seja exatamente a parte que competiria ao filme e sim, o prazer em ouvir as histórias de Bloom. O roteiro é previsível e como já disseram, quase cansa em repetir suas metáforas.

Mas não acho que isso seja motivo pra não gostar de Peixe Grande, afinal, o filme dá uma dia de porque gostamos tanto de cinema!

sexta-feira, abril 02, 2004

Na telinha...

Não gosto de assistir filmes na TV. A começar pelos comerciais. Se é a SBT quem transmite, vemos o primeiro bloco do filme com a duração de quase cinquenta minutos e o restante do filme picotado em blocos de cinco cada. A Globo é um pouco pior: para adequar o filme a sua grade eles fazem sua própria edição, cortando partes do filme! Um insulto. Fora as dublagens, o formato de tela... Mas sempre acaba sobrando algum que pra assistir, seja porque você ainda não viu (e provavelmente não locaria) ou seja porque já viu muitas vezes e quer ver de novo. Um exemplo de cada neste fim de semana.

Olhos de Serpente está ainda dentro do que é considerada a pior fase do diretor Brian De Palma. O filme é um show quando olhamos para o que ele faz com a câmera, mas um tédio quando olhamos para o restante.

Já o outro filme (aquele que já assisti várias vezes), Babe - O Porquinho Atrapalhado na Cidade, é um filme que adoro, mesmo sendo considerado infantil. Não consigo ver nada muito infantil lá (apesar de estar cheio de mensagens), acho o filme bem dark, sinistro em alguns momentos e não é quase que totalmente pessimista porque o final não quiz que assim fosse, apesar de que o próprio filme já havia mostrado.