terça-feira, fevereiro 15, 2005

Oscar 2005 - Menina de Ouro: o perigo para Scorsese

Se há alguém que possa ameaçar os planos de Martin Scorsese em colocar as mãos em seu primeiro Oscar é Clint Eastwood. O modelo perfeito de diretor que os membros da Academia sonham todas as noites, Eastwood não marca seus projetos pela ousadia, prefere sempre temas mais comuns, acessíveis, que não acrescentam necessariamente nada de novo.

Menina de Ouro é um exemplo disso. Seu roteiro é simples, plano e previsível. A primeira hora parece soar papelada burocrática, e o restante foi escrito com o propósito único de atacar as emoções do público. Do roteiro, salvam-se algumas sugestões interessanes sobre os personagens, mas que não são exploradas a fundo.

O que não impede, no entanto, Eastwood de fazer um filme muito bom. Seu controle, mesmo naquela primeira hora chatinha e batida, mostram seu amadurecimento como diretor, que sabe o que tem em mãos e sabe onde quer (e pode) chegar. A condução do elenco talvez seja seu maior trunfo, o que já estava certo desde Sobre Meninos e Lobos, ainda seu melhor filme.

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Menina de Ouro

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