Para todos que conheci neste ano de 2004, desejo um 2005 com a melhor e mais equilibrada compilação de todos os sentimentos, algo que certamente nos fará sair de 2005 ainda melhores.
Feliz 2005 a todos!
Para todos que conheci neste ano de 2004, desejo um 2005 com a melhor e mais equilibrada compilação de todos os sentimentos, algo que certamente nos fará sair de 2005 ainda melhores.
Feliz 2005 a todos!
Um filme que é lembrado e reverenciado mesmo depois de sessenta anos, tem seus motivos. Pena que é impossível assistir Casablanca sem saber como ele vai terminar, já que a sequência final do filme é uma das mais usadas e repetidas que já vi na minha vida. Cerimônia do Oscar que não mostra Bogart e Bergman sob a chuva se despedindo tem o produtor despedido no ano seguinte!



Produzido enquanto o mundo pegava fogo durante a segunda Guerra Mundial, Casablanca ainda pega leve na hora de enobrecer os aliados (leia-se americanos) e desclassificar os alemães nazistas. Pega leva se comparado com as bobagens patrióticas que vemos hoje. Mas a guerra, apesar de ocupar um espaço grande na trama, é o que menos fica na memória quando o filme termina.
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Casablanca
Nas palavras do pr�prio Chico Fireman:
Natal, no Rio Grande do Norte.
Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
S�o Paulo, em S�o Paulo.
Sinop, no Mato Grosso.
Quatro cidades diferentes distantes milhares de quil�metros entre si.
Uma coisa em comum.
Em cada uma delas h� pelo menos um integrantes da Liga dos Blogues Cinematogr�ficos, que a partir de primeiro de janeiro come�a a escolher os melhores do ano entre os filmes que estrearam nos cinemas do Brasil.
Vem a�...
Alfred 2004
o maior pr�mio dos blogues de cinema do Brasil.
Por achar que se tratava de um dramalhão cheio de doidos babando e enfermeiros encarnando o próprio diabo, sempre deixei Garota, Interrompida para trás. Corrigi isso na semana passada e acabei encontrando um filme bem mais sutil e menos pretensioso.



A preocupação do diretor James Mangold foi com a própria personagem central interpretada por Winona Ryder, nos tempos em que ela ainda não se dava a certas excentricidades (como roubar roupa). Foi também o filme que colocou Angeline Jolie no "círculo", dando um Oscar pra ela. Depois disso veio Lara Craft e aí já sabemos onde foi parar... ou melhor, não sabemos, já que ela gosta de provar que o fundo é sempre mais fundo.
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Garota,
Interrompida
Dezembro � o prazo limite pra conferir tudo aquilo que estreou no ano e poder compilar as famigeradas (amadas e odiadas tamb�m) listas de melhores e piores. E vale a pena esperar at� o �ltimo momento
Homem-Aranha 2 e Kill Bill: Volume 2 eram imbat�veis na categoria trailer. Um lan�ado logo depois do outro.

Mas s� agora, no finalzinho do ano, vem outro para rivalizar com o cabe�a de teia e a noiva assassina. Sin City, a adapta��o dos quadrinhos de Frank Miller capitaneada por Robert Rodriguez tem feito a alegria dos f�s pela fidelidade visual ao original e chamando a aten��o pelo elenco mais estrelado que noite sem lua no deserto.

Considerando que, tanto com Homem-Aranha 2 e Kill Bill: Volume 2, as �timas pe�as publicit�rias se converteram nos candidatos a melhores filmes do ano, j� temos nosso primeiro candidato para o ano de 2005.

Se ainda n�o viu, corrija este erro imediatamente e assista ao trailer de Sin City j�!
PS. Uma �ltima informa��o para quem tamb�m est� pirado atr�s da m�sica que toca no trailer: trata-se da banda The Servant, com a m�sica Cells. Pena que n�o achei a vers�o apenas instrumental, como a do trailer.
Convencido de que Meninas Malvadas era uma grande sátira as comédias adolescente americanas, frustrei-me ao constatar que, apesar do início promissor nesta linha, acaba se concluindo como mais um filme sobre os "problemas" destas pobres garotas ricas e fúteis...



Vai saber quando decidiram parar de tirar sarro para passar a usar como argumento principal e fio condutor do filme os "dramas" das tais meninas malvadas. O fato é que sem terminar de forma memorável, Meninas Malvadas até diverte enquanto está na tela, mas sumirá instantaneamente da sua memória depois de alguns dias.
O que talvez pode ainda ficar são algumas declarações feitas no material extra, em entrevistas da roteirista e do diretor. Declarações de que as mulheres só não dominam o mundo porque elas se odeiam me deixam em alerta. Será por isso que o universo feminino é um mistério tão grande?!
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Meninas
Malvadas
Sou eu ou o ano de 2004 estava romantico mesmo? Primeiro foi Kill Bill Volume 2 que me pegou de surpresa concluindo a saga da Nova vingativa como uma triste história de amor. Depois veio Antes do Pôr-do-Sol, já anunciado como o mais romântico filme do ano. Mas logo depois começaram os rumores em torno de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, novo trabalho de Charlie Kaufman.



Sinceramente, não sei me decidir sobre qual dos três gosto mais... tanto que os três estarão na lista do Alfred (assunto que logo logo trataremos). Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças não é apenas mais um êxito de Kaufman (O melhor roteirista em exercício) - que consegue ir além de suas maluquices usuais e mostra que também já amou - mas também de Michel Gondry, perfeito no momento de dar vida a este mundo bizarro e estranhamente real. Sobre Carrey e Winslet, apenas "perfeição" basta.
O filme obrigatório que (quase) ninguém viu.
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Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças
Brilho
Eterno de uma Mente sem Lembranças (por Tiago Lipka)
Kill
Bill: Volume 2
Antes
do Pôr-do-Sol
Fiquei sabendo da existência desse Delicada Atração logo após assistir a Delicada Relação, que não só tem a interesseira semelhança no título (que coisa feia!) como também compartilha da motivação em tratar a homossexualidade, ou melhor, o amor entre pessoas do mesmo sexo, como o amor é tratado em qualquer outra combinação.



Já começa portanto, ganhando por não apelar para esterótipos e piadas estúpidas para chamar a atenção, o que também contribui para o afastamento do grande público, principalmente homens, que não gostariam de serem surpreendidos assistindo um filme protagonizado por um casal gay, mesmo que seja este um filme muito bom. Delicada Atração só deixa uma estranha sensação de que talvez seja romantizado demais quando termina mostrando algo belo (e inconsequente de certa maneira), mas que parece ainda um pouco longe da realidade.
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Delicada
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Minha satisfação para com A Identidade Bourne, o filme que apresentava o agente Jason Bourne aos cinemas, era idência a satisfação de X-Men: um filme muito bom, talvez ótimo. Mas faltava-lhe algo. Talvez convencer-se do que era capaz, de que era um filme capaz de ser um filmaço. X-Men 2 conseguiu fazer isso para a cinesérie dos mutantes no ano passado e A Supremacia Bourne faz isso neste ano para a vida de Bourne nos cinemas.



Palmas para Paulo Greengrass, que já havia mostrado sua competência com o ótimo Domingo Sangrento e volta neste, que seria um típico blockbuster americano, chutando traseiros e mostrando como se faz um filme de ação, misturando elementos não muito comuns ao este gênero, como inteligência e drama. Inteligência, drama, suspense, intrigas e ação numa dosagem perfeita.
A Supremacia Bourne é o filme mais equilibrado do ano. Também candidato a melhor sequência de ação do ano, com a perfeita perseguição final em um túnel. Ah se todo filme de ação fosse assim.
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A
Supremacia Bourne
Dava pra ter feito um filme melhorzinho, afinal a parte mais complicada já estava sendo feita: dar uns tapinhas leves na cara da sociedade americana que adoraria poder cercar seu país, expulsar todos que não fossem brancos, ricos e cristãos. Mas Mulheres Perfeitas parou por aí e ficou na meia boca...



O que fica mais difícil de ignorar é que Mulheres Perfeitas é um filme deste mesmo meio que quer criticar. A personagem de Nicole Kidman, que se levanta contra o controle masculino na pequena Stepford, não passa de uma cadela interesseira que adora criar programas de reality show de quinta categoria que não sabe fazer outra coisa senão propagar a guerra dos sexos transformandos homens em merda. Ou seja, só uma invesão de papéis que sabemos não levará a lugar nenhum.
Pelo menos o final é boboca, feliz e previsível. Menos mal, pelo menos assim já estamos acostumados...
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Mulheres
Perfeitas
Não havia como esperar pouco de Party Monster. A história de um jovem que se tornou uma espécie de rei/rainha pop do cenário underground da Nova York dos anos oitenta, matou o traficante e ainda contava com a volta de Macauly Culkin as telonas realmente chamavam a atenção. Cedo se deu o grito de "polêmica a vista".



Cedo demais, eu diria. Exceto pelo ótimo visual e por um Seth Green afiadíssimo, Party Monster não consegue ir além em nenhum dos assuntos que aborda. Uma história sobre um promoter gay vivendo em um mundo de sexo e drogas em um filme sem homossexualidade, sexo e drogas é algo no mínimo contraditório. Vale mais pelo que está ao redor do que pelo o que está dentro.
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Party
Monster
Em uma rodada de entrevistas com ex-diretores do Carandiru no documentário O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos) de Paulo Sacramento, um destes fala algo óbvio: apesar de não regenerar um preso, a cadeia cumpre sua função principal: afastar o criminoso do convívio social.



A partir daí, tudo não passa de um posicionamento egoísta de quem ficou do lado fora. Um sentimento de alívio. "Ufa! Menos um para colocar em risco minha vida perfeita.". Não é tão difícil entender porque a situação carcerária chegou ao ponto que vemos.



Com imagens filmadas pelos próprios presos, O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos) não é apenas um retrato sofrido da realidade do que foi a maior casa de detenção da América Latina (e ainda se repete pelos presídios deste país), mas um dos melhores filmes nacionais deste ano.
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O
Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos)
Almodóvar está presente apenas em corpo no seu último trabalho, Má Educação. Um filme apenas muito bom - porque conta com todo o apuro técnico e visual do diretor que me encantam - mas que não só perde a chance de criar caso com a igreja (algo que eu realmente gostaria de ver), mas também por ser desprovido de alma. No caso, a alma de Almodóvar, o que faz uma grande diferença.



Ao contrário de seus outros filmes, não há nenhum personagem em Má Educação que ficará voltando em flashs na memória ou que será capaz de lhe fazer reassistir ao filme para entendê-lo melhor. Talvez porque não há o que entender nestes personagens. Há apenas um roteiro ora confuso, ora bem sacado, que manipula (muito bem) o público mas tem efeito programado para durar enquanto as luzes estão apagadas.
Obrigatório por ser um filme de Almodóvar. Menor por ser um filme de Almodóvar.
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