Correndo contra o tempo, alguns comentários rápidos sobre a cerimônia do Oscar (ou OscÁr, como o apresentador da Globo teve a pachorra de mandar lá pelas tantas!):
Nunca imaginei
que um dia isso aconteceria, mas estou clamando pela volta do SBT
e de Rubens Ewald Filho! A poderosa Rede Globo
mostrou na prática o que é fazer um programa nas coxas, sem o
menor respeito pelo espectador, numa espécie de apenas "cumprimento
da obrigação", um favor. Começou meia hora atrasada
(ou seja, a parte mais divertida da noite toda), contratou apenas uma tradutora
(a ótima Elizabete Hart) e achou que o Renato só por saber inglês
poderia fazer tradução simultânea. Antes tivesse deixado
o som original.
A participação
de José Wilker se tornou uma piada, uma vez que ele
resumiu os seus comentários a entusiasmados "legal",
quando não reencarnava o seu personagem de uma novela aí e ficava
no "justo, muito justo, justíssimo". Rachei de rir
quando ele disse que filmes como Harry
Potter e Homem-Aranha
são complexos demais pra ele, mas que ele acha bonito. E por
mais que eu tenha objeções quanto ao trabalho de Rubens
Ewald Filho, admito e reconheço: ele faz falta na hora de apontar
os filmes selecionado nos clipes pela Academia. Renato e Wilker
cometeram o maior número de erros nos títulos dos filmes possíveis...
Chris
Rock funcionou? Alguém me diz porque perdendo o início
e todas as piadas que ele contou não posso dizer nada...
O discurso politicamente
correto do presidente da Academia quase me fez vomitar... soldados defendendo
o mundo, tá...
Academia, primeiro
ponto: Mar Adentro
leva o prêmio de melhor filme estrangeiro. Não vi os outros filmes
então não posso dizer se era realmente o melhor, mas o fato de
dar o prêmio a um filme de conteúdo polêmico é sempre
bem-vindo.
Academia, segundo
ponto (?): a cerimônia conseguiu ficar muito mais rápida, com a
sensação de que caminhava com mais ritmo. Pra isso sacrificaram
números musicais, de dança, de comédia. Resumindo? Ficou
bem chatinha mesmo!
Academia, terceiro
ponto: Oscar de melhor canção original para Jorge Drexler
, do filme Diários
de Motocicleta, primeira indicação de uma música na
língua espanhola.
Sei que é
chato ficar falando "eu disse", mas não tem como... Eu disse
que Eastwood era uma ameaça aos planos de Martin
Scorsese. Como já disse antes, não acho injusto
não. Eastwood fez do fiapo de história de Menina
de Ouro um filme comovente. Ele, Hillary Swank
e Morgan Freeman - todos ganhadores na noite
- são os grandes responsáveis pelo filme. Martin,
meu querido, mais genialidade e menos firula da próxima vez, aí
quem sabe você não leva um maldito Oscar pra casa, hein?
E finalmente,
o melhor momento da noite? Drexler subindo ao palco para pegar
seu Oscar de melhor canção e substituindo seu discurso por um
tabefe na cara do produtor da cerimônia: cantou sua música, do
seu jeito, a sua maneira e saiu do palco dando um tchau. Eita que o homem que
matou de orgulho! No restante, não há um só minuto que
ficará na lembrança...
PS. Coisa desnecessária a ser comentada: a Globo anunciou seu pacote de filmes para 2005. Sabe o que acho uma piada nestes anúncios? Colocar filmaços (A Identidade Bourne, Homem-Aranha 2) ao lado de bombas (Xuxa, Crossroads) como se tudo fosse maravilhoso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário