segunda-feira, maio 31, 2004

Aqui, no fim de todas as coisas...

Com o terceiro e último DVD de O Senhor dos Anéis em mãos, uma maratona ao lado de Frodo e companhia era algo inevitável. Ontem, aproveitando o fato de que não poderia participar do pequeno churrasco que teve em casa (faltam apenas três para este maldito tratamento de estômago acabar!), enclausurei-me em meu quarto. Ou melhor, na Terra Média.

A jornada começou as dez da manhã e só foi terminar as oito da noite! Felizmente existe o glorioso botão Pause, que garante algumas idas ao banheiro e assaltos a geladeira (se meu médico descobre!). Faltando uma hora para o ataque ao Abismo de Helm eu já havia esgotado todas as posições possíveis, tanto na poltrona quanto na cama. Quando Theoden convoca os cavaleiros para a guerra tudo já estava dormente. Ao dizer "Por Frodo!", Aragorn deu início ao longo período de lágrimas que duraram até os créditos finais (belíssimos!) começarem a rolar ao som da música Into the West (que só fica bonita mesmo no filme).

É cansativo, emocionante, destruidor... Uma experiência arrasadora que aconselho a qualquer. Afinal, é tudo um único filme e merece ser visto de uma única vez. E ver tudo junto confirma algumas coisas como: A Sociedade do Anel ainda é o mais impactante e bonito; As Duas Torres realmente é o que podemos chamar de "menos bom" (sofre de alguns problemas de ritmo, corrigidos na versão estendida), mas tem os melhores momentos de Gollum e O Retorno do Rei é um vulcão de emoções que tem o poder de derrubar qualquer um.

Quando conecta os últimos momentos de seu filme àquilo que começou em Dezembro de 2001, Peter Jackson, o maluco que fez tudo isso, é o cara que mais admiramos e agradecemos por proporcionar algo tão único quanto seus filmes.

quinta-feira, maio 27, 2004

No mundo da lua

Milos Forman fez um dos filmes que mais admiro, Amadeus. Uma obra de gênio. Quando terminei de assistir O Mundo de Andy (sim, só conferi agora), também de Forman, estava com um pé atrás por ter achado o filme um pouco irregular e por não "cobrir" tudo o que rodeava Andy Kaufmann. Mas quando pensei em quem era Andy Kaufmann percebi que o filme era espetacular. Quase outra obra de gênio.

Andy Kaufmann, Jim Carrey e o filme se fundem numa única experiência que reúne o que foi o comediante, a atuação brilhante do "detetive de animais" e de uma falta de limites entre a realidade e a ficção, que até a nós mesmo faz de vítima.

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O Mundo de Andy

quarta-feira, maio 26, 2004

Full Metal Jacket

Ontem reassisti o final de Nascido para Matar de Stanley Kubrick, só um dos melhores filmes sobre guerra já feitos. É algo interessante notar que tudo isso que estamos vendo - o total desrespeito dos Estados Unidos pelos iraquianos (ou qualquer raça que eles não gostem) e o tratamento desumano dado por alguns que foram lá para "libertá-los" - já aconteceu antes.

Os diálogos nada implícitos dos soldados e a brilhante sequência em que o soldado Joker tenta explicar o capacete "Nascido para Matar" e o broche com o símbolo da paz dá um pouco da dimensão do que pode passar pela cabeça de quem está lá. Apesar de ainda preferir o título original (Full Metal Jacket, uma referência as balas revestidas de metal, mas também ótima metáfora para os "homens" que são "transformados" em "soldados"), o nascido para matar, dessa vez, faz algum sentido.

A verdade est� l� fora!

Vem da Alemanha uma das comédias mais originais dos últimos tempos. E que não sabia que alemães tinham senso de humor! Ok, desculpem-me os alemães, foi uma bricandeira... Adeus Lênin! mostra com muita graça as loucuras feitas por um filho devotado que não quer deixar a mãe descobrir que o muro de Berlim caiu!

Improvável e delicioso. Algo que gostei muito no longa foi a trilha sonora, que tem o pode de fazer com que o filme fique ainda maior.

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Adeus Lênin!

terça-feira, maio 25, 2004

Ufa!

Não é um filme espetacular muito menos uma comédia de rachar o bico de rir. Os Vigaristas soa para mim como um alívio: felizmente Ridley Scott ainda consegue fazer um filme que dê em alguma coisa. Não gosto de O Gladiador, apesar de admirar as qualidades técnicas do filme. Hannibal teve algum impacto, mas única e exclusivamente por conta da tal cena do jantar.

A frieza comum do diretor está presente neste aqui também, mas não chega a atrapalhar. Pelo contrário, até dá uma mãozinha na hora de contar uma história mais ou menos de reencontro de pai e filha. Bom mesmo fica da metada pra frente quando o filme resolve abandonar a comédia e partir para um inesperado suspense. Resultado: um filme que acaba sendo muito mais do que se esperava.

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Os Vigaristas

segunda-feira, maio 24, 2004

Ok, eu cedo!

Vai entender porque um filme que começa tão bem quanto Alguém Tem que Ceder tem que descambar numa história boba e desnecessária e cheia de idas e voltas como acabou. Não bastava as piadinhas com sexo, amor e flacidez na terceira idade?

Pelo jeito não, e chatíssima Nancy Meyers resolveu colocar tudo aquilo que ela considera essencial em uma comédia romântica, como o burocrático e previsível caminho a ser percorrido pelos pombinhos apaixonados. Ora bolas, todos sabemos como vai terminar (e até torcemos por isso). Por que enrrolar tanto?!

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Alguém Tem que Ceder

quarta-feira, maio 19, 2004

Fiona Bolseiro e Shrek Aranha

Páre agora mesmo de fazer o que está fazendo e assista, mesmo que por apenas 5 minutos, a mais nova aventura de Shrek, agora casado com a princesa Fiona. A prévia (tratam-se dos cinco primeiros minutos do filme) pode ser curta, mas já bate alguns filmes inteirinhos por aí! Destaque para os momentos Homem-Aranha e Frodo!

Faça o download clicando aqui!

terça-feira, maio 18, 2004

Longe do para�so e longe de casa

De exemplar e satisfeita dona de casa a uma das precursoras do movimento liberal dos anos 60. A pobre Cathy Whitaker descobre um dia que seu marido tem um "problema" (leia-se, homossexual) e só então começa a descobrir as verdades sobre ele, sobre suas amigas, sobre a sociedade e sobre si mesma. Longe do Paraíso, além de um título que diz tudo, é também um dos filmes mais belos (visualmente falando) do ano passado.

Para quem está sempre em busca de algo diferente e alternativo, o desenho japonês é sempre uma opção. Cowboy Bebop, apesar de alguma instabilidade e exagero no roteiro, é um bom exemplo do que os japoneses podem fazer e garante duas ótimas horas de diversão.

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Longe do Paraíso
Cowboy Bebop - o filme

segunda-feira, maio 17, 2004

Duas meninas

Duas meninas. Talvez só Freud para explicar essa fixação do cinema de terror em garotinhas inocentes. Semana passada conferi o horripilante, clássico e inesquecível (fica até difícil falar de um filme quando ele é muito bom) O Exorcista. Já havia vistos partes dele, mas nunca de uma só vez... acabei assistindo duas vezes, na segunda vez com meu irmão e minha prima... adorei ver as caras deles antes de irem para cama !

Neste fim de semana foi a vez de conferir Carrie - A Estranha. Não havia nada que eu não soubesse, afinal, a história é batida (graças ao próprio filme, que gerou inúmeras cópias) e eu já sabia ela inteirinha... (aliás, dêem uma conferida no trailer que acompanha o DVD... ele mostra simplesmente tudo o que acontece no filme!)... Mas já saber tudo o que acontecia no filme não diminuiu em nada o impacto. Pra mim, simplesmente um dos melhores trabalhos de Brian de Palma, que use decentemente o trabalho de Olhos Serpentes a frieza de Os Intocáveis, e consegue ganhar um pouco de cada mundo.

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O Exorcista
Carrie - A Estrenha

Amanhã fala sobre outros dois filmes deste fim de semana: Longe do Paraíso (ótimo!) e Cowboy Bebop - O Filme. Até lá!

sexta-feira, maio 14, 2004

O amor est� em todo lugar...

Lindo. Eis a única palavra que consigo achar para descrever Simplesmente Amor. É exageradamente otimista e discaradamente feito para agradar. Mas faz isso de uma maneira não adorável que é impossível torcer o nariz para o trabalho de Richard Curtis, mesmo quando ele coloca Mariah Carey na trilha sonora!

Fiquei tão surpreso com o poder do filme que só então me toquei de como nos acostumamos facilmente com filmes que adoram matar, atirar, provar situações viscerais. Não que eu não goste de filmes assim (Amores Brutos é um ótimo exemplo mais recente), mas é bom ver que filmes simples e apenas românticos ainda podem falar de amor. E nos fazer sentir tão bem!

I feel it in my finger... I feel it in my toes...

quarta-feira, maio 12, 2004

Identidade

São raros os filmes que usam (e abusam) de clichês e ainda assim, merecem elogios. O Retorno do Rei é um exemplo. Identidade é outro, apesar de bem menos conhecido e celebrado do que o capítulo final da saga de Frodo e Sam. Mas, matendo-se óbvias as proporções, Identidade é tão bom quanto.

Além do ótimo trabalho do diretor James Mangold (que acreditem ou não, também fez Tudo para Ficar com Ele e Kate & Leopold) em trabalhar bem todos os elementos velhos conhecidos de filmes de suspense, há o ótimo roteiro de Michael Coorney, que faz nosso queixo ir ao chão no final, sem soar ridículo. Assist já!

terça-feira, maio 11, 2004

Dia do Trabalho!

Finalmente consegui colocar no ar os comentários dos filmes que assisti no começo do mês. Como A Paixão de Cristo não foi exatamente aquilo que eu esperava, quem salvou o fim de semana, as usual, foi a locadora. O problema foi que ela (a locadora) resolveu fazer uma promoção na véspera do Dia do Trabalho e ainda assim abrir na sábado... Deixei para ir no sábado e não tinha nada nos lançamentos. O que não é exatamente um problema, já que há uma infinidade de filmes antigos que ainda não assisti e merecem.

O primeiro foi Operação França, que há tempos tentava pegar. Que filmaço, não acham?! Tenso, rápido (ótima edição), Gene Hackman dando um show e com sequências memoráveis (a perseguição de carro, Popeye no metrô atrás do traficante)... é fácil entender porque o filme figura na lista de melhores filmes de muita gente.
Infelizmente isso não foi o suficiente para gerar uma sequência tão boa quanto. Pra ser sincero, achei Operação França II um filme medíocre. Ainda conta com o ótimo Hackman, mas a ação e velocidade do primeiro filme foi abandonada em pró uma história que acabou não colando. Alguém gostou?!
Na noite de sábado, o SBT (sim, essa terrível emissora mesmo) deu-me um presente passando Um Tiro no Escuro e eu finalmente voltei a rir assistindo a um filme de comédia. Peter Sellers está perfeito e consegue dar tamanho senso humor ao seu Clouseau que depois de algum tempo já estamos rindo só das possibilidades. Filmaço.
E por último, Amores Brutos, de Alejandro Gonzáles Iñárritu. Gostei (muito) do filme e não achei sensacional porque o formato já é conhecido: várias histórias entrelaçadas, fotografia suja, edição ágil... algo que está se tornando cada vez mais comum no cinema indepentente. Claro que isso não diminui o filme, que qualificou Iñárritu a ir para Hollywood. Alguém já assistiu 21 Gramas?

Assim que tiver tempo coloco no ar os comentários dos ótimos O Exorcista, Identidade e Simplesmente Amor.