terça-feira, novembro 30, 2004

Qualquer semelhan�a com a realidade, � pura coincid�ncia...

Não adianta ouvir um monte de gente falar que um filme é muito bom, é preciso assistir pra crer. Mesmo ouvindo muitas pessoas atestando a qualidade da produção independente americana Anti-Herói Americano, o que inclui o Tiago (leia o texto dele clicando aqui), juro que peguei o filme com um certo receio do que viria pela frente. Bem, sou agora só mais falando que o filme é muito bom.

Poderia ser apenas pelo personagem principal (e real!) Harvey Pekar, um dos caras mais frustrados, pessimistas e engraçados que já apareceu pelo cinema. Mas Anti-Herói Americano ainda conta com uma dupla de diretores que sabe utilizar a linguagem cinematográfica e não sente o menor pudor em misturar ficção e documentário. Nada mais divertido do que o próprio Pekar dizendo que o cara que tá andando na tela "é ele, ou melhor, um ator que contrataram para interpretar ele. Um cara que ele não acha que seja parecido com ele, mas fazer o que? ele não decide isso mesmo... "

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Anti-Herói Americano (Roger)
Anti-Herói Americano (Tiago)

segunda-feira, novembro 29, 2004

Um filme ruim muito bom de Shyamalan

M. Night Shyamalan sempre deu um passo a frente a cada novo filme. Começou com o moleque que tinha problemas com fantasmas. Depois voltou-se para como enxergávamos os super-heróis. Em seguida, colocou fé e medo lado a lado. A Vila, seu mais novo trabalho só não é um filmaço porque parece que o passo dessa vez, foi maior que as pernas do diretor.

E ainda assim A Vila não pode ser acusada de um filme ruim. Só tem problemas que atrapalham um resultado melhor. Os personagens são fracos, não conseguem apelo junto ao público e o final, apesar de muito bom, é previsível demais. Quem não conseguir matar a conclusão da trama com precisão de detalhes antes da metade do filme não estava prestando atenção.

Quando termina você fica com a impressão de que viu a um filme ruim muito de Shyamalan.

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A Vila

"Shaun of the Dead" era bem melhor

Ao propor fazer um filme de paródia, o diretor inglês Edgar Wright não apostou somente no humor grosseiro (característico em paródias americanas) e fez um filme que abusa do estilo do filme que estava parodiando. Assim, Todo Mundo Quase Morto (vai fazer um título nacional ruim assim lá na pqp!) é uma comédia, mas ainda um filme muito bom de zumbis.

Ganha pela tensão, pelos exageros sanguinolentos comuns a este tipo de filme e por sequências inspiradíssimas, como a que os vivos sobreviventes precisam dar uma de mortos entre a multidão de zumbis... Não espere gargalhar (já que o diretor prefere um humor mais dark), exceto quanto a banda Queen inadvertidamente começa a todar na hora mais imprópria.

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Todo Mundo Quase Morto
Madrugada dos Mortos

quarta-feira, novembro 17, 2004

Tempestade no Pac�fico

Em pouco tempo, dois filmes que usam a viagem no tempo como elementos narrativos (sem serem necessariamente filmes sobre viagens no tempo) chamam a atenção. O primeiro é Donnie Darko, a viagem do diretor Richard Kelly, que além de viagem no tempo misturou crítica social, romance, drama e muita esquicitice. Filmaço.

Mas pra quem achou Donnie Darko intragável demais (e há bastante gente), há uma alternativa: Efeito Borboleta, que pega mais leve que o filme de Kelly, não deixa pontas soltas nem perguntas sem respostas e cumpre seu papel como filme diversão com o opcional de ainda poder manter o cérebro ligado.

A melhor sacada foi contar todo o passado do personagem Evan pronto, já realizado, o que muda é o presente. Termina como um dos poucos filmes que você não dá nada e acabam surpreendendo.

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Efeito Borboleta
Donnie Darko

terça-feira, novembro 16, 2004

A volta do velho (e novo) Tarantino.

Antes que alguém começasse a reclamar que Kill Bill: Volume 2 não era tão bonito, enérgico e contagiante como o Volume 1, Tarantino já entrega logo de cara que este não será um filme sobre kung fu ou vingança, mas um filme com kung fu e vingança, pelo menos.

E estando cada vez menos interessados nas consequências e mais interessados nas razões, vemos as duas horas do filme passarem em cinco minutos. Quando termina, Kill Bill: Volume 2 ainda consegue te deixar com aquela puta cara de besta, sem entender exatamente do que tudo isso se tratou. Enquanto o elenco é apresentado, com legendas para os nomes de seus personagens e seus pseudonômios, ainda estamos buscando por ordem em tudo.

Mas então aparece o derradeiro nome de Uma Thurman, creditada simplesmente como "mamãe". É. Não tem jeito não. Kill Bill: Volume 2 é exatamente isso que você acabou de assistir. Os Tarantinos também amam!

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Kill Bill: Volume 1
Kill Bill: Volume 2

sexta-feira, novembro 12, 2004

Eureca!

Quatro anos para ser lançado no Brasil e mais dois para chegar as minhas mãos, mas finalmente consigo assistir a Pi, filme anterior do diretor independente (pelo menos até há algum tempo atrás) Darren Aronosky, que me deixou com o queixo no chão com Réquiem por um Sonho.

Em Pi, em vez de se afundar nos personagens dependente de drogas, Aronofsky segue Max, um gênio matemático que se isolou do mundo para tentar entender o mundo. O maluco acredita que é possível chegar a um sistema ou modelo matemático único que explico tudo que nos rodeia, das folhas de um galho balançando a bolsa de valores. Mas se não bastasse ele ainda liga este modelo ao número Pi (lembra? aquele do 3,1415...), que ainda estaria ligado ao nome verdadeiro de Deus!

Perca o medo de assistir a só mais um filme metido a besta intelectuóide aceitando a proposta de Aronofsky. Ah, e não adianta bater na TV não, o filme foi realmente fotografado em preto e branco. Muito bem fotografado, diga-se de passagem.

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Pi

quinta-feira, novembro 11, 2004

Escolha um final e divirta-se

Vai entender porque alguns acreditam que o melhor de uma história de suspense é o final em que, mais do que revelar o mistério que perdurou durante todo o filme, é preciso ter duas, três, quatros reviravoltas até finalmente terminar. O maior problema disso é que o roteirista que decide fazer uma terceira reviravolta (duas são até bem-vindas) fará qualquer coisa pra surpreender, inclusive compremeter o filme.

Isso é o que mais incomoda em Violação de Conduta, um filme de suspense tenso e rápido o suficiente para você não piscar enquanto assiste. Principalmente porque tem todos os clichês e todos os esterótipos que já nos acostumamos a ver, o que facilita engoliar a coisa toda, até chegar perto do final. Ou finais. Quem não se irritar tanto com os vários finais pode considerar o filme acima da média.

No meu caso, eu simplesmente ignorei estes finais para considerá-lo acima da média.

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Violação de Conduta

terça-feira, novembro 09, 2004

O final � o mais importante...

A Janela Secreta é aquele tipo de filme que você termina de assistir e pensa "Bem, não é filmaço... mas é também não é ruim... é bonzinho", o que traduzindo em uma escala numérica ficaria entre 2 e 3 (tendo 5 como máxim). Pra ajudar você acaba dando um 3 e pronto, fala que é médio, mas deve ser visto sem muita expectativa.

Só que quanto mais você pensa no filme, mais você vai se convencendo da pobreza dele... Portanto, antes que eu diminua A Janela Secreta a um filme medíocre e dispensável, vou simplesmente para de falar nele.

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A Janela Secreta

segunda-feira, novembro 08, 2004

Alta temperatura...

Provavelmente estou sendo vítima de algum tipo de complô para me afastar dos filmes... os professores da faculdade uniram-se numa maratona de trabalhos e seminários além da minha monografia que não caminhou um fichamento sequer. Além disso, o (único) cinema daqui assumiu seu caráter extremamente comercial e não traz nada que preste realmente há algum tempo...

O único filme que valeu a pena sair de casa foi Fahrenheit 11 de Setembro... na listinha de "filmes sumariamente ignorados" entram O Terminal (ok Tiago, vc venceu), Anacondas 2 (três semanas em cartaz!), O Espanta Tubarão, Rei Artur, Chamas da Vingança, Um Show de Vizinha e outros que nem o nome lembro... Por enquanto A Vila nem pensar ainda...

Mas falando de Fahrenheit 11 de Setembro, admito que fiquei um pouco decepcionado. Realmente gostei de Tiros em Columbine, principalmente pelo espírito anárquico do filme. Eu achava um barato as aparições de Michael Moore na frente da câmera para constranger algum entrevistado, algo que não acontece muito em Fahrenheit 11 de Setembro e que a maioria considera um avanço... será?!

Já como filme político, Fahrenheit 11 de Setembro impressiona pelo discurso afiado, irônico e ousado. O filme chega cansar com tantos detalhes financeiros, conexões e nomes que parecem não acabar. As melhores sequências referem-se obviamente a guerra do Iraque, principalmente os depoimentos dos garotos que foram enviados pra lá...

Mas depois da vitória de Bush na Casa Branca pela segunda vez eu me pergunto: Michael Moore é tão desacreditado assim ou os americanos realmente precisam de ajuda?!

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Fahrenheit 11 de Setembro