quinta-feira, setembro 30, 2004

Ursinhos carinhosos...

A inclusão dos Ursinhos Carinhosos em O Retorno de Jedi é tão infeliz que quase estraga o filme. Felizmente ele acaba se compensando nos demais momentos, porque se dependesse da fofisse dos bichinhos estávamos diante de um dos piores finais já feitos para uma trilogia.

A conclusão da saga de Luke Skywalker pode mesmo ser considerada fácil e feliz demais. Mas fica perfeita dentro da trilogia, que nunca quis ser nada muito profundo. Apenas diversão mesmo.

Se ainda der tempo esta semana, quero assistir ao quarto disco do pacote Star Wars lançado recentemente, que conta mais de 200 minutos de material extra, fora as faixas comentadas em cada um dos filmes. Muito tempo, aliás.

Leia minha opinião completa sobre:
Star Wars: Episódio VI - O Retorno do Jedi
Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca
Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança

quarta-feira, setembro 29, 2004

La�os de Fam�lia

Ainda melhor do que o primeiro, O Império Contra-Ataca é o filme que inaugurou uma lista do cinemão-pipoca: a de que uma sequência ainda melhor do que o filme original. Só perde para Uma Nova Esperança por este ter vindo primeiro.

Acho que conta muito o fato de George Lucas não ter dirigido. Os dois últimos episódios são uma prova de que Lucas pode ser melhor criador de histórias do que contador de histórias. Irving Kershner faz um trabalho perfeito segurando momentos de ação (como o ataque do Império com os Walkers a base dos aliados) e outros dramáticos, como o já celebre momento "eu sou o seu pai".

Só uma coisa que ainda não consigo entender: por que fica aquela insinuação de romance entre Leia e Luke, quando sabemos que eles são irmãos. Lucas é sempre tão recatado e antiquado neste assunto (basta ter visto dos extas do box de Indiana Jones para ver como ele se opôs a idéia da personagem feminina de A Última Cruzada ter mantido relações tanto com Jones quanto com seu pai) que fica difícil entender o que ele quiz fazer com isso.

Eu ainda acho que mesmo já pretendendo fazer uns trinta filmes para a saga, não sabia exatamente o que fazer com os personagens. Coisas também que jamais saberemos mesmo.

Leia minha opinião completa sobre:
Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca
Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança

terça-feira, setembro 28, 2004

Tomorrow...

Havia deixado pra postar hoje sobre o segundo cap�tulo da trilogia Star Wars, O Imp�rio Contra Ataca (O primeiro j� foi postado h� alguns meses, clique aqui para ler). Passei um divertido domingo junto a Jedis, sabres de luzes, princesas e muitos bonecos de borraja. Acho que George Lucas nunca vai conseguir entender porque os filmes da nova trilogia n�o s�o t�o bons quanto os da trilogia cl�ssica.

Mas gra�as a falta de tempo, s� amanh� mesmo. Pra compensar, compartilharei um novo blog que estou lendo (gra�as ao Hugo que deixou o endere�o a� pelos coment�rios), o Reduto do Comodoro, do Carlos Reichenbach (tamb�m conhecido como Carl�o!). Al�m do conte�do habitual do blog, est� sendo promovido um concurso de blogs e sites de cinema, dentre outras coisas.

A empreitada j� deu um puta resultado listando nada menos do que 67 blogs de cinema! Ali�s, a lista de links de blogs e sites do Reduto do Comodoro � invej�vel. Fonte obrigat�ria de links para quem est� afim de navegar horas a fio em meio a blogs de cinema.

O resto a gente conversa amanh�. At� mais.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Beleza oca

Não gosto de não gostar de um filme brasileiro. Não é algo que tenha haver com sentimentos patrióticos ou coisas do tipo, mas como é evidente a dificuldade em se fazer filmes no Brasil, faz com que me sinta arrogante e esnobe quando não gosto de alguma produção nacional. Mas não há peso na consciência que salve Olga de ser um filme chato e sonolento.

O que ainda se agrava no caso do filme de Jayme Monjardini (responsável por intermináveis mini-séries da Globo, como A Casa das Sete Mulheres e Aquarela do Brasil) é se tratar da adaptação de um romance famoso que conta a história real de Olga Bernário. E está tudo lá, suas primeiras atitudes revolucionárias, sua vinda para o Brasil, a paixão com Prestes e a deportação para a Alemanha.

Só se esqueceram de era preciso construir a imagem da mulher, e não já contar com uma já existente. Um erro similar ao cometido por Mel Gibson e seu A Paixão de Cristo, que inicia sem qualquer pudor ou vergonha em se auto-afirmar como grandioso. O resultado não poderia ser outro: pretensão que beira a arrogância e sono. Muito sono. Segundo filme do ano que quase me fez abandonar a sessão.

Uma última informação inútil: a protagonista Camila Morgado tem o mesmo sobrenome que eu. Será algum caso de parentesco distante?! Bem, seria o primeiro caso de estrabismo (leve) na família.

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Olga

Imposs�vel x Improv�vel

A diferen�a entre imposs�vel e improv�vel � bem �bvia. Mas semana passada tive um exemplo t�o pr�tico e interessante sobre isso que merece ser comentado.

Seria considerado no m�nimo improv�vel que a energia de mais de 25 cidades do norte do Mato Grosso - incluindo Sinop, onde moro - pudesse ser cortada por mais de 48 horas, gra�as a queda de quatro torres da linha de transmiss�o.

Improv�vel, mas n�o imposs�vel. Tanto que aconteceu. De quarta-feira, mais ou menos 3 horas da tarde, at� as 11 horas da sexta-feira testei minhas capacidades de sobreviver sem tudo o que me rodeia normalmente (energia, luz, computador, Internet, MSN)...

Foi realmente horr�vel, mas n�o deixou de ser interessante. S�bado de manh� sequer que dia era eu n�o conseguia saber. Pelo menos est�vamos de frente para um final de semana, o que ajuda a centralizar novamente as coisas..

Dois milh�es de anos de evolu��o pra isso...

terça-feira, setembro 21, 2004

200 filmes + 3 Star Wars

Duas coisas que merecem algumas linhas...

A primeira: euassisti.com chegou aos seus 200 filmes comentados! Parece que foi ontem (na verdade foi no dia 25 de março) que haviam 100 filmes comentados. Agora já é o dobro. Sinceramente não são tantos quanto eu gostaria, mas ninguém está aqui fazendo nada por obrigação. Mas agora, contando com a ajuda do Tiago, acho que volto antes para falar dos 300...

Veja a lista completa dos 200 filmes clicando aqui.

A segunda coisa é que hoje é o lançamento do box de Star Wars em DVD. Quem duvidaria que o box seria um sucesso?! Já quebrou os recordes na Grã-Bretanha e provavelmente quebrará outros. Só espero eu não quebrar os DVDs quando conferir as alterações que o George Lucas fez nos filmes. De Novo.

Cômico mesmo foi o Michel Jucá(o Jedi do blog Cinéfilos) me convencendo a comprar o box hoje, agora... Desse jeito eu vou falir, ou vou ter que bloqueá-lo no MSN.

Divers�o x Drama

Tem coisa melhor do que esperar que um filme seja uma grande bomba e depois perceber que é justamente o contrário, que ele é muito bom? Sei que já disse isso antes, mas realmente não há algo melhor.

Não sei se foi por isso ou se Dias Incríveis, do diretor Todd Philips é realmente uma das melhores comédias lançadas nos últimos anos! Primeiro foi a indicação de um colega da faculdade, depois alguns comentários rápidos feitos pela SET. Mas eu havia ouvido absolutamente nada sobre o filme e a capa (em que Farrell segura uma boneca inflável) não ajudava a me empolgar.

Na dúvida, levei e pasmei. O filme não é só engraçado (tem desde o humor fácil e pastelão, mas não grosseiro até aquele mais rápido, voando como bala da boca de Vince Vaugh) como também é inteligente. Dá pra ver Dias Incríveis como um Clube da Luta no Gel. Assista e depois me diga se estou certo ou se estava sob algum efeito que me cegou.

Destaques: não vou colocar uma lista para não estragar pra quem ainda não assistiu, mas pra ser genérico poderia colocar todas aquelas em que Will Farrel está presente. "Frank the Tank"

Outro que realmente não esperava grande coisa era Madame Satã, tanto que levei muito, muito tempo para tomar coragem e pegá-lo.

Mais uma vez surpresa. O filme não chega a ser brilhante, mas fiquei muito feliz em ver um filme assim - forte, ousado e abusado, com personagens complexos - é brasileiro. Lázaro Ramos está, pra variar, perfeito. Só não agrada muito os cenários, sempre fechados e sufocantes, o que não deixa de ter seu resultado no filme. Agora, ousado mesmo foi a primeira sequência de sexo gay inteira que vi no cinema. Puritanos se horrorizarão!

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Dias Incríveis
Madame Satã

segunda-feira, setembro 20, 2004

Cantor poeta e bichinhos hardcore

Não foi totalmente imprevisto. Na verdade eu esperava que Cazuza - O Tempo Não Pára tivesse um resultado ainda pior, considerando alguns comentários que li da crítica mais a falta de entusiasmo de alguns outros amigos. Não achei o filme tão ruim, mas ficou anos-luz de um filme realmente memorável.

Destaque apenas para o trabalho dos atores, pela liberdade e ousadia dos diretores em não poupar alguns detalhes da vida do cantor. Pena que também não pouparam chances de mostrar como ele era brilhante, inteligente, sensível, poeta, incorrigível... Enche o saco a primeira parte do filme em que ele só solta pérolas filosóficas... A parte das drogas e sexo é muito mais interessante, até chegar o final barra pesada que tem os poucos momentos emocioantes do filme.

Já este Alien vs. Predador contava com minha pré-antipatia, com as negativas da imprensa e com as juras dos amigos de que não iriam vê-lo por nada.

Bem fazem eles. Alien vs. Predador sequer pode ser considerado diversão descompromissada já que mexe com ícones do cinema de ficção-científica. Sou fã da série Alien (pra ser sincero, não assisti direito os filmes do Predador ainda), e até serviria de hospedeiro para um filhote da raça... Imagina minha indignação ao ver que usaram os bichinhos pra fazer um filme acéfalo, repleto de clichês pra adolescente gritar nas salas de cinema. Uma pena.

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Cazuza - O Tempo Não Pára
Alien vs. Predador

sexta-feira, setembro 17, 2004

Quinze dias: Parte V

E finalizando a lista, os últimos vistos na última semana. Sob o Sol de Toscana é um filme bacana, divertido e sensível. Não é muito original nem muito sutil em suas metáforas e alegorias, mas é tratado de uma maneira tão equilibrada pela diretora Audrey Wells, além do ótimo trabalho de Diane Lane que tem um ótimo resultado. Sem falar nas ótimas imagens criadas pela diretora.

Já este Laurel Canyon - A Rua das Tentações eu peguei no impulso na locadora, principalmente pela presença de Frances McDormand no elenco e pela seleção em alguns festivais. O filme tem mesmo aquela cara característica de filme independente que só apareceu em festival, mas ao contrário da maioria tem um resulado água com açúcar por ter os personagens mais batidos do cinema.

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Sob o Sol de Toscana
Laurel Canyon - A Rua das Tentações

I love my modem...

Pois �, os textos est�o no ar, e o post chegou atrasado. Mas � que algo hil�rio aconteceu ontem. Ap�s uma tempestade daquelas com raios, meu modem queimou! Estou rindo at� agora...

Bem, a� v�o as an�lises de 3 fimes com... 5 estrelas! Ali�s, eu vi um protesto de algu�m que reclamou do fato do Rog�rio gostar de tudo, e dar 5 estrelas pra uma porrada de filmes: Bem, devo admitir que venho sofrendo do mesmo mal (tenho umas 5 an�lises com filmes, e umas tr�s com cinco estrelas...). Mas o fato � que procuramos assistir sempre os filmes com mais chances de receber essa nota. E no meu caso, gosto de colocar an�lises de obras que eu admiro � tempos, para compartilhar essa paix�o com as suas pessoas (como filmes do Fellini, por exemplo. Mas admito outra coisa: � frustrante eu n�o ter assistido nenhuma porcaria recentemente para falar mal aqui no site... enfim...

Anti-Her�i Americano chegou recentemente nos cinemas de Curitiba, e eu pude conferir essa obra genial, com um dos personagens mais fascinantes que eu pude conferir. N�o posso dizer que Era Uma Vez No Oeste � a obra-prima de Sergio Leone, pois s� assisti outro filme dele, Era Uma Vez Na Am�rica, mas isso eu posso dizer: se ele tem um filme melhor, ent�o j� entrou para a minha lista de cineastas preferidos. Pensando bem, acho que ele j� est� nela...

J� Quase Famosos, foi um filme que passou meio despercebido pela maioria, mas que, provavelmente, � um dos melhores filmes da d�cada passada. Ponto para Cameron Crowe, que s� nesse filme, encheu os cora��es de quem ama cinema e quem ama o rock dos anos 70.

Bem, � isso por hoje, l� vou eu ouvir pela en�sima vez meu cd do Black Sabbath, para logo ap�s correr atr�s de um modem... :-(

Um abra�o!

quinta-feira, setembro 16, 2004

Quinze dias: Parte IV

Algumas promessas quebradas. Assim dá pra classificar este grupo de filmes aqui.

Primeiro, Antony Minghella tentou criar uma história de amor em meio a guerra civil americana. Acabou saindo mais a um documentário caro sobre a guerra. Um momento emocionante aqui e outro ali, em meio a muito sangue e violência, Cold Mountain acaba não funcionando para o resultado geral do filme e tudo passa devagar. A SET desafiou alguém a reassistir ao filme. Tô fora!

Deste aqui eu esperava mais. Adoro filmes polêmicos, que quebrem regras e abusem de temas intocáveis, como sexo e religião, para chegar a algum lugar, como Noel fez com seu indigesto (e perfeito) Irreversível. Mas o problema de Ken Park é justamente este: não chegar a lugar algum. Tudo se resume apenas a várias sequências de sexo, paranóia e pronto. Classificar como nojento também é válido.

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Cold Mountain
Ken Park