sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Da d�cada passada: 1996: O Paciente Ingl�

Fechando a lista dos dez filmes da década passada, O Paciente Inglês, filme de Anthony Minghella que fez um arrastão na noite do Oscar de 97 e colocou o diretor no círculo dos ban-ban-ban.

Excentuando-se o ritmo lento do diretor e o medo que ele tem de cortar o filme na sala edição, O Paciente Inglês se mostra menos pretensioso que seu último trabalho, Cold Mountain, e só por isso já que consegue se sair melhor. Bons personagens com ótimas atuações garantem o restante do sucesso do filme, que foi exagerado, mas não inapropriado.

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O Paciente Inglês

"Fam�lia n�o � uma palavra, � uma senten�a!"

O motivo que me segurou por quatro anos a assistir Os Excêntricos Tenenbaums foi a cara de filme esquisito, com personagens esquisitos, feito por um diretor esquisito e com piadas que não fazem necessariamente rir (algo claramente esquisito).

Pois a "esquisitice" é o que Os Excêntricos Tenenbaums tem de melhor. Parece uma daquelas histórias que pra nós é engraçada, mas pra quem conta é tão triste. Wes Anderson mistura drama e comédia, trata assuntos sérios com bom humor, bobagens como assunto sério e só não termina perfeito porque no final das contas, é um filme de rendenção em que sabemos onde tudo vai terminar.

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Os Excêntricos Tenenbaums

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Sexo e a Cidade

Eu precisava assistir até o último capítulo para ter certeza na hora de afirma que Sex and the City é a melhor coisa que a TV já fez.

Da d�cada passada: 1995: Seven

A única vantagem de Seven sobre O Silêncio dos Inocentes - ambos da década passada e às voltas com assassinos em série - é a falta de sutileza de Fincher com o que jogar na tela. O que não coloca Seven muito abaixo do sucesso de 1991.

Tenso, escuro, impactante e com um delicioso final chocante, Seven definiu algumas regrinhas que passaram a ser copiadas a exaustão. Um ótimo exemplo - que também se salva como bom filme - é Jogos Mortais, que estreou esta semana nos cinemas nacionais. Na dúvida entre qual dos dois ver, prefira o conforto do seu sofá e a certeza de um filmaço.

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Seven

O homem do Oscar

Depois de assistir ao filme, entendi por que Kundun era um filme de Martin Scorsese sem ser badalado como os outros filmes de Martin Scorsese. O lugar sem destaque nas prateleiras das locadoras, sem nomes famosos no cartaz e o pouco que se encontra sobre por aí são apenas reflexos do trabalho de Scorsese que não contagia.

Tecnicamente bem feito (fotografia e figurinos estão impecáveis), Kundun não tem força para atingir o público. Talvez reflexo da ideologia do Dalai Lama pela qual Scorsese parece ter se apaixonado ou a própria falta de apelo que o Buda tem por estas bandas ocidentais (quem não for iniciado na religião, não vai entender nada, como eu), o fato é que Kundun demora terminar e nunca emociona.

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Kundun

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Melhor que o t�tulo

Para quem entrar na sala de exibição meio desconfiado igual eu fiz, as chances de se agradar com Jogos Mortais são boas. Não é um filmaço, está a anos-luzes de Seven e como dita a cartilha do gênero, o final é inverossímil a ponto de fazer Aristóteles chorar de decepção.

Mas a direção de James Wan, que mistura alguns exageros visuais (virar o rosto é sempre bom) e alguns momentos de muita tensão, salva o filme do trivial. Ponto para a produção independente, que prefere apelar para o medo que situação causa do que dar sustos com efeitos sonoros. Triste mesmo é a campanha de marketing e o título nacional boboca.

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Jogos Mortais

Da d�cada passada: 1997: Contato

Filme de ficção-científica preocupado mais com roteiro do que com efeitos já é algo raro. Falando de ETs o tempo todo, sem precisar mostrar nenhum em cena então é um caso único lançado em 1997 por Robert Zemeckis.

Além de visualmente belo (graças ao toque especial de Zemeckis que sabe usar os efeitos como gente grande), Contato consegue levar para as telas toda a essência questionadora e excitante do livro de Carl Sagan, que considera seriamente a possibilidade de fazermos contato com vida inteligente fora da Terra (Na verdade, a escassez deste tipo de filme já nos deixa preocupado sobre vida inteligente aqui na Terra).

Anyway, filmaço em todos os sentidos, comparado - em sua seriedade e "autenticidade" ficcional - apenas a 2001 - Uma Odisséia no Espaço.

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Contato

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Carlito's Way

Que Brian DePalma � um grande diretor, todo mundo sabe. Mas tamb�m sabemos que quando ele quer fazer um roteiro ruim... ningu�m segura o tio! Enfim, O Pagamento Finalest� longe de ser uma porcaria. Ali�s, muito pelo contr�rio, � um cl�ssico e merece ser visto e revisto com seu relan�amento de �tima qualidade em DVD.

Um abra�o!

Basta Acreditar

Uma maneira rápida de resumir Em Busca da Terra do Nunca é dizendo que ele é o Peixe Grade de 2005, ainda que eu prefira aquele do que o filme de Tim Burton. O roteiro é previsível e direto ao assunto. Mas até isso acaba ajudando, dando uma leveza e velocidade bem-vindas ao filme.

Mesmo sem ser grandioso, Em Busca da Terra do Nunca encanta pelo equilíbrio entre o mundo real - cheio de perdas, medos e necessidades - e a magia do faz de contas, onde basta acreditar para que tudo seja um pouco melhor. Ponto para Marc Foster, que soube reconhecer até onde poderia levar seu filme e apostou bem em deixar para seu elenco a dose certa de emoção. Além de Depp, indicado ao Oscar, destaque para o pequeno Freddie Highmore, que me fez chorar cada vez que apareceu em cena.

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Em Busca da Terra do Nunca

403 proibido?!

Pois �, como alguns notaram (valeu pelos e-mails!), algo de muito estranho aconteceu por aqui neste fim de semana. Segundo o pessoal do servi�o de hospedagem, "Nossos registros acusaram que o problema no HD desse servidor ocorreu no mesmo hor�rio do backup di�rio autom�tico e lamentavelmente os arquivos do seu site n�o puderam ser recuperados.", e eu dancei.

Mas parece que tudo voltou ao normal.

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Esperma sagrado

Imagine a minha cara quando assisti a O Sentido da Vida, esperando rachar de rir o tempo todo... Em poucas partes pude rir com vontade, como o início no hospital e logo em seguida, a família católica com centenas de filhos (culpa do esperma sagrado)...

Mas o melhor do filme do grupo Monty Python é a maneira como eles sacaneiam com tudo e com todos. Ninguém escapa da língua ferina, dos deboches cínicos e abusados e da escatologia e bagunça generalizada do grupo. O Sentido da Vida é um acordo: eles fazem tudo para desviar do assunto do filme e não nos preocupamos nem um minuto que algo faça sentido.

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O Sentido da Vida

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

O poesia das artes marciais... de novo...

Estava ansiso para assistir ao badalado Herói, filme chinês que desbancou O Tigre e o Dragão no sucesso junto ao público. Mas os milhares de anos que o filme levou para chegar ao ocidente me fizeram mal: aumentaram muito minhas expectativas.

Não que tenha me decepcionado com o filme. Ele realmente é tão lindo e arrebatador quanto falam. O que me cansou (rápido até demais) foi o papo de transformar artes marciais em poesia, já que isso virou a última mania em produções com lutas (além de contratar Woo-ping Yuen). Depois de um tempo fica meio repetitivo os atores flutuando como uma pena em cena.

De qualquer maneira, só a sequência da luta sob as folhas de outono já faria Herói valer a pena. E esta é só um exemplo.

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Herói

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Bonitinho � a m�e!

Se há algo em que Desventuras em Série é na tentativa de não nos convencer... Na verdade, adorei aquele clima de pessimismo e "dura realidade" que os irmãos Baudelaires enfrentam depois da morte dos pais. E a interrupção do filme do elfinho feliz foi uma ótima sacada também.

Mesmo com a performance (performance mesmo) de Jimmy Carrey e com o trabalho fabuloso do departamento de arte, o filme é dos irmãos órfãos. Os três estão perfeitos. Ou melhor, os quatro, já que a caçula é interpretada (interpretação mesmo) por duas gêmeas. Desventuras em Série é um alívio, um sinal de que ainda há quem pense que crianças possam ser inteligentes, capazes e merecedoras de sentimentos reais.

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Desventuras em Série

terça-feira, fevereiro 01, 2005

De volta ao mundo dos vivos!

Bem, primeiramente: Pe�o eternas desculpas ao Roger e � todos os leitores do site por ter me afastado sem nenhum aviso ou algo parecido. Segundamente, meu filme, "Feiti�os" est� quase finalizado, mas publicarei algo relativo � isso em breve.

Resolvi voltar aqui com um filme que h� tempos eu idolatro: Acerto Final, a obra prima de Sean Penn na dire��o. Honesto, direto, melanc�lico e psicologicamente pesado, o filme n�o � um filme que se importe com a est�tica, mas sim com as (brilhantes) atua��es de seu poderoso elenco, liderado pelo sempre �timo Jack Nicholson.

J�, O Franco-Atirador � um filme que eu sempre tive vontade de assistir. Agora que o fiz... bem, foi muito aqu�m do que eu esperava. � chato, chato, chato e s� tem a intensidade de um grande filme depois de uma hora.

Aguardem, pois muito mais textos sa�ram de minha mente doentia para este site...

E terceiramente, um abra�o � todos, e �timos filmes! � �timo estar de volta.

Piores do Ano

Numa tentativa de imitar Neo desviando de balas, o que melhor fiz neste ano foi fugir de bombas anunciadas. Felizmente não conferi (e não vou conferir) produções que foram malditas como Exorcista - O Início, Mulher Gato, Rei Arthur, As Branquelas. Mas ainda assim não consegui fugir de algumas.

Leia também um resumo rápido do que o cinema fez em 2004 e a minha lista dos Filmes do Ano de 2004, e também as melhores cenas do ano.

Abaixo, também por ordem de preferência, as melhores cenas de 2004:

 

 

Piores do Ano

1. Um Show de Verão: O pior filme do ano que vi tinha que ser justamente um nacional? Quer dizer, na verdade sequer dá pra chamar Um Show de Verão um filme, é mais um clipe costurado com uma pseudo-história de Cinderela. A meia-entrada mais mal paga do ano. Só valeu mesmo pelo ar-condicionado do cinema.

2. Van Helsing: O cinema diversão tem como principal (e óbvia) função divertir. Mas não a qualquer preço, o que no caso de Van Helsing incluiu excluir o roteiro, exagerar nos efeitos (horríveis, por sinal), mexer com monstros clássicos e apostar em estereótipos.

3. Tróia: Wolfgand Petersen teria errado menos se tivesse apostado menos. Mas Tróia é além de tudo, um filme chato. Não empolga em momento algum, sacaneia com mitos e histórias clássicas e tem o elenco mais deslocado do ano, fazendo Brad Pitt e Orlando Bloom passarem vergonha.

4. Ken Park: Larry Clark em mais uma tentativa de impressionar e fazer valer seu discurso de que a adolescência americana está em perigo, faz um filme que no final não diz nada. Sobram apenas seqüências fortes e isoladas (algumas delas nojentas mesmo) que poderiam figurar num filme com algo concreto para mostrar.

5. Olga: Mais um filme nacional na lista. Este aqui entrou pela pretensão e arrogância do diretor Jayme Monjardini, que não conseguiu fazer de Olga mais do que uma novela de duas horas de duração. Não há um só momento em Olga que não queira manipular descaradamente o espectador. Se pelo menos fizesse com competência.

6. Garfield: Equívoco total dos envolvidos, inclusive do próprio pai do Garfield, que na hora de dar vida ao seu filho esqueceu quem ele era e fez um gatinho cheio de mensagens moralistas e bons modos. Desagradou fãs, não-fãs e crianças também.

7. Fúria em duas Rodas: Velozes e Furiosos não era um grande filme, mas cumpria seu papel de entreter com carros envenenados e testosterona nas alturas. Aí, resolveram fazer o mesmo, mas com motos. O resultado foi esta bobagem com as seqüências mais hilárias do ano. Na verdade estou sendo injusto, já que assistir este filme com minha prima de nove anos foi uma das coisas mais divertidas do ano. Cada vez que uma moto voava, ela gritava..

8. Alien vs Predador: Quer fazer filminhos sobre humanos servindo de comida para alienígenas desalmados ou ação entre dois monstros hardcore duelando, tudo bem. Mas sacanear com dois dos mais importantes ícones da ficção-científica do cinema já é demais! Como fã de Alien, achei Alien vs Predador um ultraje.

9. Roubando Vidas: Angeline Jolie precisa mudar de agente urgentemente. Desde Garota, Interrompida ela não acerta um filme. Este Roubando Vidas só não é porque... porque... não tem jeito, é ruim mesmo!

10. Cold Moutain: Outro filme, que a exemplo de Tróia, afundou em suas pretensões. Cold Mountain não passa, no final das contas, de um retrato bonito das paisagens do interior dos Estados Unidos. Vale pelos atores e pelo retrato histórico de (mais) um período negro da história americana.

Bem, poderia ser pior...