Numa tentativa de imitar Neo desviando de balas, o que melhor fiz
neste ano foi fugir de bombas anunciadas. Felizmente não
conferi (e não vou conferir) produções que
foram malditas como Exorcista - O Início,
Mulher Gato, Rei Arthur, As Branquelas.
Mas ainda assim não consegui fugir de algumas.
Leia também um resumo
rápido do que o cinema fez em 2004 e a minha lista dos
Filmes do Ano
de 2004, e também as melhores
cenas do ano.
Abaixo, também por ordem de preferência, as melhores
cenas de 2004:
Piores do Ano
1. Um
Show de Verão: O pior filme do ano que vi tinha que ser
justamente um nacional? Quer dizer, na verdade sequer dá
pra chamar Um Show de Verão um filme, é
mais um clipe costurado com uma pseudo-história de Cinderela.
A meia-entrada mais mal paga do ano. Só valeu mesmo pelo
ar-condicionado do cinema.

2. Van
Helsing: O cinema diversão tem como principal (e óbvia)
função divertir. Mas não a qualquer preço,
o que no caso de Van Helsing incluiu excluir o
roteiro, exagerar nos efeitos (horríveis, por sinal), mexer
com monstros clássicos e apostar em estereótipos.

3. Tróia:
Wolfgand Petersen teria errado menos se tivesse
apostado menos. Mas Tróia é além
de tudo, um filme chato. Não empolga em momento algum, sacaneia
com mitos e histórias clássicas e tem o elenco mais
deslocado do ano, fazendo Brad Pitt
e Orlando Bloom passarem vergonha.

4. Ken
Park: Larry Clark em mais uma tentativa de
impressionar e fazer valer seu discurso de que a adolescência
americana está em perigo, faz um filme que no final não
diz nada. Sobram apenas seqüências fortes e isoladas
(algumas delas nojentas mesmo) que poderiam figurar num filme com
algo concreto para mostrar.

5. Olga:
Mais um filme nacional na lista. Este aqui entrou pela pretensão
e arrogância do diretor Jayme Monjardini,
que não conseguiu fazer de Olga mais do
que uma novela de duas horas de duração. Não
há um só momento em Olga que não
queira manipular descaradamente o espectador. Se pelo menos fizesse
com competência.

6. Garfield:
Equívoco total dos envolvidos, inclusive do próprio
pai do Garfield, que na hora de dar vida ao seu
filho esqueceu quem ele era e fez um gatinho cheio de mensagens
moralistas e bons modos. Desagradou fãs, não-fãs
e crianças também.

7. Fúria
em duas Rodas: Velozes e Furiosos não
era um grande filme, mas cumpria seu papel de entreter com carros
envenenados e testosterona nas alturas. Aí, resolveram fazer
o mesmo, mas com motos. O resultado foi esta bobagem com as seqüências
mais hilárias do ano. Na verdade estou sendo injusto, já
que assistir este filme com minha prima de nove anos foi uma das
coisas mais divertidas do ano. Cada vez que uma moto voava, ela
gritava..

8. Alien
vs Predador: Quer fazer filminhos sobre humanos servindo de
comida para alienígenas desalmados ou ação
entre dois monstros hardcore duelando, tudo bem. Mas sacanear com
dois dos mais importantes ícones da ficção-científica
do cinema já é demais! Como fã de Alien,
achei Alien vs Predador um ultraje.

9. Roubando
Vidas: Angeline Jolie precisa mudar de agente
urgentemente. Desde Garota, Interrompida ela não
acerta um filme. Este Roubando Vidas só
não é porque... porque... não tem jeito, é
ruim mesmo!

10. Cold
Moutain: Outro filme, que a exemplo de Tróia,
afundou em suas pretensões. Cold Mountain não
passa, no final das contas, de um retrato bonito das paisagens do
interior dos Estados Unidos. Vale pelos atores e pelo retrato histórico
de (mais) um período negro da história americana.

Bem, poderia ser pior...