quarta-feira, agosto 02, 2006

setenta:8

Os únicos dois filmes de Roman Polanski que conferi foram O Bebê de Rosemary (e não pude conferir até o fim, veja bem) e O Pianista. Em ambos, há uma complexidade, seja visual ou seja temática, que me faziam esperar algo tão complexo quanto em Chinatown.

Não que o filme seja simples e regular. Pelo contrário, a escolha de planos (todos os que se encontram dialogando são memoráveis), da trilha sonora, dos detalhes em como as pistas da trama são distribuídas durante suas duas horas de duração apenas mostram uma complexidade diferente. Digamos, que seja menos pesado, mas não menos complexo.

Hipnótico, no melhor estilo dez-minutos-em-duas-horas, não tem o final-surpresa contemporaneamente exigido, preferindo manter a tensão e apreensão do espectador até o último minuto, antes de confirmar (ou não) as suspeitas sobre o mistério da trama e, só então, se explicar.

Enfim, típico ótimo-filme que não há muito o que ficar falando.

Chinatown
Chinatown, EUA, 1974
Direção: Roman Polanski
Elenco: Jack Nicholson, Faye Dunaway, John Huston, Perry Lopez, John Hillerman

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