Em uma rodada de entrevistas com ex-diretores do Carandiru no documentário O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos) de Paulo Sacramento, um destes fala algo óbvio: apesar de não regenerar um preso, a cadeia cumpre sua função principal: afastar o criminoso do convívio social.



A partir daí, tudo não passa de um posicionamento egoísta de quem ficou do lado fora. Um sentimento de alívio. "Ufa! Menos um para colocar em risco minha vida perfeita.". Não é tão difícil entender porque a situação carcerária chegou ao ponto que vemos.



Com imagens filmadas pelos próprios presos, O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos) não é apenas um retrato sofrido da realidade do que foi a maior casa de detenção da América Latina (e ainda se repete pelos presídios deste país), mas um dos melhores filmes nacionais deste ano.
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Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos)
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