É difícil convencer alguém a assistir um filme que não tem exatamente uma história. A grande maioria foge de qualquer produção que não consiga ser resumida em apenas duas linhas. Neste caso, Elefante definitivamente deve ser ignorado. O diretor Gus Van Sant faz de seu filme um exercício de observação de personagens e ambientes como maneira de denunciar para a sociedade americana o que ele considera um elefante.



O que torna tudo, no mínimo, paradoxal. Deduz-se que para Van Sant, os problemas que levaram os dois garotos pirarem na batatinha (ou não) e matarem colegas e professores em 1999 é algo tão fácil de se notar como um elefante sentado no meio da sala, mas a única coisa que ele não faz em seu filme é dar motivos ou razões, nomear este elefante.
Para mim, o filme só faz confirmar aquilo que cada vez mais fica evidente: jogos ou filmes violentos são apenas produtos do mesmo meio que cria jovens violentos.
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