Antes de assistir a Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol eu estava certo que assistiria a dois filmaços. Era o que eu poderia deduzir depois de ler tudo o que podia sobre os filmes (e não falo de críticas, os filmes em si me interessavam muito). Mas o que são expectativas (mesmo que as maiores possíveis) quando se depara com filmes como estes?!



Richad Linklater foi um gênio quando escreveu e dirigiu sem grandes pretensões um filme sobre um casal que se conhece, se apaixona e se despede em um único dia. Nada de relações atribulados ou dificuldades no amor, a única coisa que interessava em Antes do Amanhecer era o momento perfeito, lindo, carregado de enzimas da paixão. O que viria depois de o sol nascesse não faria muita diferença. E assim fizeram (ele mais o casal perfeito Ethan Hawke e Julie Delpy) um dos melhores romances da década passada.



Nove anos depois voltam os três. A primeira coisa que afirmam (os três) é que estão mais maduros. O que implica em ver e compreender que nove anos se passaram, que muitas coisas aconteceram desde aquele dia e que outras tantas não aconteceram. O romance em Antes do Pôr-do-Sol divide espaço com raiva, arrependimento e frustração, mas ainda perfeitamente embalado pelo clima de paixão atemporal. Candidato a melhor filme do ano.
PS. Acho que já não dá mais para fugir disso: sou estupidamente romântico.
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Antes
do Amanhecer
Antes
do Pôr-do-sol
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