O
mesmo preconceito que existe para com filmes de ficção, aventura
ou fantasia também existe para as trilhas sonoras. Basta ver as indicações
e premiações da Academia e fica claro que há sempre a preferência
por algo mais clássico, menos ousado. Não que também estas
não sejam memoráveis, como a ganhadora deste ano (e também
de 2001), O Senhor dos
Anéis - O Retorno do Rei.
Minha indignação é com trilhas ignoradas simplesmente porque não usam um violino durante o filme todo. Matrix Revolutions, de Don Davis, é um exemplo de ousadia, ritmo e eletrônico que não deixa de ter um ótimo efeito em cena, seja ela dramática, de ação ou épica, algo que já tinha me chamado a atenção em um trabalho muito similar em Réquiem por um Sonho.