Se fosse um drama sobre um homem no corredor da morte, correria o risco de
ser piegas e melodramático. Se fosse um suspense com conspirações
governamentais para incriminar um inimigo político, correria o risco
de ser exagerado e bobo.
Alan Parker resolveu não cair
de cabeça em nenhum dos dois e fazer um pouco de cada. Teria funcionado
se o resultado não soasse tão superficial.



Não chega a ser um filme ruim. Talvez o que mais incomode em A
Vida de David Gale é todas as possibilidades que ele tinha a seu
dispor. Tirando alguns bons momentos há a tentativa de mostrar como a
pena de morte é equivocada. Mas mesmo essa tentativa fica ofuscada pelas
"surpresas", que pareceram ser mais importante para o diretor.