segunda-feira, abril 10, 2006

A bola da vez - Parte II

Philip Seymour Hoffman é o Jamie Foxx da vez. Já levou todos os prêmios a que foi indicado e vai levar até o fim deste ano, quando provavelmente outro coadjuvante pouco conhecido alcançará uma performance “brilhante”. Ainda que tudo esteja se tornando cada vez mais previsível (o mesmo vem acontecendo com atrizes), não dá pra tirar o mérito de Hoffman, de quem ja gostava desde Boogie Nights e Magnólia (e ainda participou de Embriagado de Amor, também de PT Anderson)..

Muito menos o mérito do filme de Bennet Miller, muito superior a Ray, principalmente porque não quer contar toda vida do escritor e jornalista Truman Capote, preferindo se ater a um momento específico desta. O momento em especial, é justamente o mais importante na vida de Capote, quando se dedicou a uma pesquisa de mais de 3 anos para escrever seu best seller A Sangue Frio.

O melhor do filme – que além de Hoffman, ainda tem uma ambientação que consegue fazer confundir a realidade dos personagens com a realidade do assassinato e consequentemente, com aquele que a obra de Capote tem – é a relação entre Capote (sujeitinho brilhante, mas asqueroso, interesseiro e egocêntrico) e os assassinos, principalmente Perry Smith. Faltou pouco (ou sobrou algum tempo) para que conseguisse ser melhor.

Capote
Capote, EUA, 2005
Direção: Bennet Miller
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood, Bob Balaban

7 comentários:

Iris de Oliveira disse...

Olá, faz tempo que não venho aqui. Ainda ( que vergonha) não assisti esse filme. Vou aproveitar feriadão pra tentar...
abracinhos
Iris

Anônimo disse...

fazia hoars que não vinha por aqui tb.
não assiste Capote. Tava vendo seus comentários abaixo e gostei muito de "Heróis Fora de Orbita" é um filme muuuito bacana e que foi pouco reconhecido na época de lançamento.

Anônimo disse...

Philip Seymour Hoffman mereceu todos os prêmios...
aliás merecia desde "Magnólia" e "Quase Famosos"...
mas...

Anônimo disse...

Capote é, com certeza, uma obra-prima. Falar do trabalho de Philip Seymour Hoffmann, então. Não consegui entender direito ainda o que fez a academia esse ano em considerar Brokeback Mountain como favorito a estatueta. Capote e Boa noite e Boa sore são, evidentemente, muito superiores. Mas, sabe com é a academia, não é mesmo? P.S: Dê uma olhada em Hustle and flow (Ritmo de um sonho). Vale cada segundo de projeção! Abraços de um admirador de blogs alheios.

Anônimo disse...

Gosto mais de Ray do que deste. E não vejo nada demais na atuação de Hoffman.

Anônimo disse...

Acho que Hoffman merecia ter ganhado Oscar por outros trabalhos. Pra mim, 2005 foi de Heath Ledger. Abração. PS: Estive sumido porque isso aqui ficou abandonado por uns tempos, né? Que bom que está de volta. Vou te linkar outra vez.

Ademar de Queiroz (Demas) disse...

Desculpa aí: o anônimo sou seu, Demas (ex-Ícaro, hehehe)