De rápido e pior que pode ser dito sobre V de Vingança há o fato de que não apresenta qualquer inovação, visual ou não. Nenhuma surpresa, o filme é “dirigido” por James McTeigue, pupilo dos irmãos Matrix. Também há exagero no início com discursos intermináveis e impossíveis de se compreender em tão pouco tempo.
Mas quando termina – e termina muito bem –, V de Vingança mostra sua melhor qualidade e conseqüentemente, sinaliza que pode ser um filme a ser lembrado deste ano. Herança dos quadrinhos de Alan Moore, o discurso sobre o quanto de força e violência deve ser usado pra que se possa fazer a liberdade e a democracia começa devagar e transforma a alma do filme nascido pra fazer dinheiro.
Há um ataque direto aos governos que usam desta violência e terror pra fazer valer sua ordem e um questionamento sobre o porque de também não usar a mesma violência – e também terror – pra conseguir fazer com que a liberdade seja restabelecida. O fato é que tanto para se tomar a liberdade quanto para lhe devolver a liberdade, o discurso é sempre em pró da liberdade. Exato momento em que o knife time deixa de ser o mais legal do filme.
V de Vingança
V for Vendetta, EUA, 2005
Direção: James McTeigue
Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, Stephen Rea, John Hurt,
Roger Allam, Clive Ashborn
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