segunda-feira, novembro 08, 2004

Alta temperatura...

Provavelmente estou sendo vítima de algum tipo de complô para me afastar dos filmes... os professores da faculdade uniram-se numa maratona de trabalhos e seminários além da minha monografia que não caminhou um fichamento sequer. Além disso, o (único) cinema daqui assumiu seu caráter extremamente comercial e não traz nada que preste realmente há algum tempo...

O único filme que valeu a pena sair de casa foi Fahrenheit 11 de Setembro... na listinha de "filmes sumariamente ignorados" entram O Terminal (ok Tiago, vc venceu), Anacondas 2 (três semanas em cartaz!), O Espanta Tubarão, Rei Artur, Chamas da Vingança, Um Show de Vizinha e outros que nem o nome lembro... Por enquanto A Vila nem pensar ainda...

Mas falando de Fahrenheit 11 de Setembro, admito que fiquei um pouco decepcionado. Realmente gostei de Tiros em Columbine, principalmente pelo espírito anárquico do filme. Eu achava um barato as aparições de Michael Moore na frente da câmera para constranger algum entrevistado, algo que não acontece muito em Fahrenheit 11 de Setembro e que a maioria considera um avanço... será?!

Já como filme político, Fahrenheit 11 de Setembro impressiona pelo discurso afiado, irônico e ousado. O filme chega cansar com tantos detalhes financeiros, conexões e nomes que parecem não acabar. As melhores sequências referem-se obviamente a guerra do Iraque, principalmente os depoimentos dos garotos que foram enviados pra lá...

Mas depois da vitória de Bush na Casa Branca pela segunda vez eu me pergunto: Michael Moore é tão desacreditado assim ou os americanos realmente precisam de ajuda?!

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Fahrenheit 11 de Setembro

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