


A diretora (também roteirista) Rebecca Miller (que mais tarde fiquei sabendo, é esposa de Daniel Day-Lewis) conta em rápidos oitenta e cinco minutos três histórias de três mulheres diferentes, que passam por problemas diferentes e estão em momentos diferentes de suas vida. Há vários detalhes e recursos usados pela diretora que ajudam a distinguir bem a situação destas mulheres. Várias sequências com Delia, a mais velha, mãe de três filhos e casada com um bruta montes violento, são várias vezes paralisadas aumentando a sensação de limite.
Já com Paula, a última e minha história preferida, tudo acontece rápido e muitas coisas não são exatamente explicadas. O garoto para qual ela dá carona é uma incógnita no começo, mas ao final percebemos quem era e qual sua função. Ele acaba contribuindo para um final mais otimista do que as outras histórias justamente naquela em que está a personagem mais jovem e com mais chances pela frente.