sábado, julho 08, 2006

setenta:11

Com sua costumeira capacidade de desviar a atenção do espetáculo fácil (tão procurado por tantos outros "cineastas"), Milos Forman cria em Um Estranho no Ninho a possibilidade para que todos os elementos do filme se destaquem, do elenco de primeira ao cenário, fugindo da armadilha fácil que seria criar uma espécie de Sociedade dos Poetas Mortos na vesão manicômio.

Ainda que não haja muita originalidade na visão crítica e denunciativa sobre a maneira como internos de uma instituição para cuidados de doentes mentais (é preciso lembrar também que este filme tem mais de 30 anos de idade), Um Estranho no Ninho marca mais pelas atuações de Jack Nicholson como doido nada bobo e a enfermeira durona na pele da bela Louise Fletcher.

Uma briga linda, entre a vontade de viver e a de controlar, a anarquia desestabilizante (por vezes, prejudicial) e o positivismo normatizador e cheio de objetivos (mas tão prejudicial quanto), a liberdade sexual pós-60 e a necessidade de ter a cabeça no lugar (nem que seja a base de eletrochoque). Coisa que Forman sempre gostou e soube como trabalhara.

Um Estranho no Ninho
One Flew Over the Cuckoo's Nest, EUA, 1975
Direção: Milos Forman
Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, William Redfield, Michael Berryman

Um comentário:

Anônimo disse...

obra-prima inesquecível !!!!
assino embaixo tudo o q citou...
e o final do filme é emocionante !