sexta-feira, junho 16, 2006

Rindo da desgraça própria

Não há muita unidade no filme de Dean Parisot (roteiro do mesmo de O Virgem de 40 anos). Começa com apresentação legendada de personagens, alterna entre gags mais espertas com pastelão e se consuma com um filme que quer criticar o dinheiro, o sistema e a corrupção (outra piada, já que eles nem mora no Brasil para falar nisso com alguma autoridade).

Quando está lutando pra fazer cada uma destas unidades isoladas, As Loucuras de Dick e Jane, se sai bem, mesmo quando Tea Leoni parece estar quadras atrás de Jimmy Carey na corrida pra tentar ser engraçada. Nada que consiga tirar a graça das seqüências de roubo, mas fico imaginando o que Cameron Diaz (a primeira contratada para o papel) não faria em seu lugar. E o final, cheio de bom mocismo, não chega a atrapalhar. Até chega a colocar um sorrizinho no rosto quando nos faz pensar “ah! como seria bom”.

Na briga pela comédia mais comédia do fim de semana (concorria justamente com o filme de Steve Carell), levou o ponto (não muito a frente da anterior).

As Loucuras de Dick e Jane
Fun with Dick & Jane, EUA, 2005
Direção: Dean Parisot
Elenco: Jim Carrey, Téa Leoni, Alec Baldwin, Richard Jenkins, Angie Harmon

Nenhum comentário: