Reis e Rainha é lindo, incrível. Sei que a pior maneira de dizer que um filme é ótimo é dizendo (só) que ele é ótimo. Mas no caso específico deste filme, talvez a melhor maneira de começar seja pelo resultado (um puta filme), já que dizer o porque é algo um pouco mais complicado.
Começa felizinho e despretensioso, com Moon River (lembra?) e a rainha Nora (Emmanuelle Devos, apaixonante), uma mulher que vai se casar em breve, pela terceira vez, tem um filho e uma inacreditável história a ser descoberta. Minutos após entra Ismael (Mathieu Amalric), tão ligado e necessário a história do filme e da própria Nora quanto inocente em seu começo.
É ao redor destes dois personagens que as histórias de ambos (mas não só deles) se desenrolam, numa mistura absurda que vai do intimismo a citações literárias, artísticas, filosóficas e vai saber mais o quê se passou por ali e não fui capaz de absorver, já que tudo é muito rápido, enérgico, mas sempre envolvente e encantador.
Arnauld Desplechin, o maluco na direção, não se intimida com a complexidade da história narrada nem com a complexidade das histórias de cada um dos personagens. Apela para tudo o que o cinema pode oferecer (e ainda usa o teatro), correndo o risco, inclusive, de ser exagerado e pretensioso.
Algo, que em raros casos no cinema, tem um bom resultado. Reis e Rainha é um bom exemplo.
Reis e Rainha
Róis et Reine, França, 2004
Direção: Arnauld Desplechin
Elenco: Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric, Catherine Deneuve,
Maurice Garrel, Nathalie Boutefeu
Um comentário:
Estou doido para ver esse filme tão bem falado por todo o universo blogueiro. Mas infelizmente ainda não chegou por aqui. Abração.
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