terça-feira, dezembro 20, 2005

De quem é a culpa?

Não sou o maior fã de Will Smith, mas também não desprezo o rapaz. Na verdade, acho que desprezo, sim! A lista de filmes que ele estrelou que acaba de passar pela minha cabeça agora me deixou preocupado (Independence Day, Bad Boys, James West, MIB). Ok, desprezo Will Smith. Melhor aceitar isso antes que eu coloque toda a culpa de Hitch – Conselheiro Amoroso perder o prumo no rapaz.

E mesmo que ele interprete um sujeitinho insuportável (da maneira mais insuportável que provavelmente só ele, o desprezível Will Smith, poderia interpretar) é preciso ver que a culpa pelo filme se tornar apenas mais um é do roteiro, que precisa seguir a cartilha obrigatória das comédias românticas ao inserir um conflito que mata a graça do filme.

E a graça nem vinha do astro (nem quero pensar que houve aí uma questão egóica), mas do gordinho simpático e apaixonado. Tá, precisamos admitir que gordinhos simpáticos mostrando como são ótimos bailarinos não é exatamente a coisa mais original no cinema, mas estava salvando o filme.

No final, acabou sendo só mais uma propaganda ridícula de como os homens poderiam ser com as mulheres, de como as mulheres nunca serão tratadas (será que elas querem mesmo?) e de como é possível perder tempo assistindo a um filme bobo e nem sequer deixar de notar isso.

Hitch - Conselheiro Amoroso
Hitch, EUA, 2005.
Direção: Andy Tennant
Elenco: Will Smith, Eva Mendes, Kevin James, Amber Valetta, Julie Anne Emery, Robinne Lee

Também tem O Jardineiro Fiel, sobre a qual finalmente poderia colocar as mãos e ver do que se trata... depois disso só vai faltar Crash e Brokeback Mountain.

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