Ainda não estou certo se gosto ou desgosto de Monty Phyton. Talvez precise assistir mais filmes deles, tentar encontrar mais material, revirar a Internet, vasculhar o e-mule, congestionar a rede local da empresa com as múltiplas conexões do torrent. Ou talvez eu simplesmente não tenha caído nas graças do humor ácido e exagerado do grupo. O certo mesmo é que do Terry Gilliam, ah sim, desse gosto demais.
Os 12 Macacos é dos meus filminhos-filmão preferidos, mas parece que não tinha a grana que Gilliam precisava pra ser espetacular. Já que grana parece não ter sido o problema dessa vez, Gilliam caprichou no visual e efeitos e entregou um dos melhores blockbusters do ano logo depois da temporada dos blockbusters acabar. Não espetacular. Mas pelo jeito, ainda não espetacular.
Além do designe de produção perfeita – impossível não entrar no clima do filme –, Os Irmãos Grimm ainda conta com dois trunfos. O primeiro é a dupla Matt Damon e Heathe Ledger, principalmente este último, tão bem que não faz ninguém perguntar onde diabos está Mônica Bellucci (que nem sei o que está fazendo ali). E o segundo trunfo é de outra dupla: o diretor Gilliam e o roteirista Ehren Kruger.
Caminhando entre os contos de fadas e a realidade como se fosse a coisa mais fácil do mundo, Gilliam ainda acha tempo pra fazer graça (coisa rápida, nada muito elaborado e longe de exagerado). Mas o ex-Phyton não passa de comparsa – assim como os irmãos do filme são – de Kruger, que entregou um roteiro tão bacana que até o obrigatório “e viveram felizes para sempre” fica certinho.
Os Irmãos Grimm
The Brothers Grimm, EUA, 2005.
Direção: Terry Gilliam
Elenco: Matt Damon, Heath Ledger, Mackenzie Crook, Richard
Ridings, Peter Stormare, Julian Bleach,
Também tem a vitória do Não no referendo. Apenas mais uma prova de que o povo brasileiro não consegue perder a mania de fazer merda na frente de uma urna, que marketing é o segredo para tudo (algo que vale tanto para um lado quanto para outro) e que este é um país no mínimo 70% hipócrita, já que gosta de se auto-proclamar um país cristão. Acreditar no tal de JC e aprovar a idéia das pessoas poderem carregar armas é uma ótima prova de amor ao próximo e confiança na justiça divina. Ridículo, o chamado de ateu aqui pregando o evangelho. Vou pra casa.
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