Depois de uma verdadeira odisséia atrás do alardeado filme de Alfonso Cuarón, finalmente consigo colocar minhas mãos sobre E Sua Mãe Também e, como poucas vezes acontece, não houve qualquer tipo de frustração ou insatisfação. Pelo contrário.



O início do filme me deixou cheio de dúvidas se chegaria a algum lugar. Apesar de toda a liberdade, tanto nos diálogos quanto nas imagens, que perdura durante todo o filme, me preocupei se conseguiria ser mais do aquilo, um American Pie latino... Felizmente não foram precisos mais do que quinze minutos para que eu começasse a perceber que os Cuarón (o irmão de Alfonso escreveu o roteiro) poderiam ir além disso sim.



E foram. Como foram. Lá na Boca do Céu, Julio, Tenoche e Luisa chegam ao ponto mais longuínquo que poderiam chegar, tanto em sua viagem quanto em descobrir quem são, culminando em um dos melhores, mais ousados e mais interessantes momentos que o cinema andou fazendo por aí.
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Sua Mãe Também
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