segunda-feira, setembro 27, 2004

Beleza oca

Não gosto de não gostar de um filme brasileiro. Não é algo que tenha haver com sentimentos patrióticos ou coisas do tipo, mas como é evidente a dificuldade em se fazer filmes no Brasil, faz com que me sinta arrogante e esnobe quando não gosto de alguma produção nacional. Mas não há peso na consciência que salve Olga de ser um filme chato e sonolento.

O que ainda se agrava no caso do filme de Jayme Monjardini (responsável por intermináveis mini-séries da Globo, como A Casa das Sete Mulheres e Aquarela do Brasil) é se tratar da adaptação de um romance famoso que conta a história real de Olga Bernário. E está tudo lá, suas primeiras atitudes revolucionárias, sua vinda para o Brasil, a paixão com Prestes e a deportação para a Alemanha.

Só se esqueceram de era preciso construir a imagem da mulher, e não já contar com uma já existente. Um erro similar ao cometido por Mel Gibson e seu A Paixão de Cristo, que inicia sem qualquer pudor ou vergonha em se auto-afirmar como grandioso. O resultado não poderia ser outro: pretensão que beira a arrogância e sono. Muito sono. Segundo filme do ano que quase me fez abandonar a sessão.

Uma última informação inútil: a protagonista Camila Morgado tem o mesmo sobrenome que eu. Será algum caso de parentesco distante?! Bem, seria o primeiro caso de estrabismo (leve) na família.

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Olga

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