Lembro-me de certa vez estar assistindo a um destes programecos que passam a tarde em que um assunto é escolhido, algumas pessoas são entrevistadas (leia-se: dão a cara a tapa) e a platéia participa (leia-se: dão as bofetadas na cara dos primeiros). Algo tipicamente americano, diga-se de passagem.
No programa daquela tarde o assunto era bissexualismo, e tudo ia muito bem, a platéia animadíssima, os entrevistados a vontade, uma senhora da segunda fileira parecia não se incomodar com o assunto... até que um dos rapazes convidados disse porque gostava de transar com mulheres e porque gostava de transar com o homens. A feição de horror e espanto da senhora da segunda fileira, antes entusiasmada, foi uma piada.



E assim são os americanos (e todos nós) quando defendem o direito a expressão e a liberdade. Mas basta alguém pisar no calo ou falar algo que não seja considerado dentro dos padrões da ética e da moral e pronto, está montado aquele circo em torno da proteção dos valores familiares e mais um monte de merda que gostam de falar. O Povo Contra Larry Flynt, além de ser mais um filmaço de Milos Forman, mostra com perfeição isso. A liberdade é linda, mas tem seu preço. Estão todos dispostos a pagar?! Eu duvido muito...
Leia minha opinião completa sobre:
O Povo
Contra Larry Flynt
"Por mais que muitos americanos possam abominar a afirmação, Larry Flynt é um a própria figura do cidadão americano, que faz do seu país o lugar perfeito para vencer na vida. O jovem e ambicioso dono de uma casa noturna que chocou a opinião pública conservadora americana ao lançar uma revista "mais ousada" do que as politicamente corretas (como a Playboy) mostra como o discurso preferido de nove entre dez americanos de "somos um país livre" cai por terra quando alguém se sente atacado."
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