segunda-feira, janeiro 16, 2006

O mal vence

Resultado do cruzamento de drama de tribunais com filme de terror, O Exorcismo de Emily Rose junta num só o que os dois gêneros têm de mais comum e repetido. Alternando os “protestos!” de defesa e promotoria e demonstrações de possessão demoníaca em alta rotação, a produção promete desde muito cedo ser uma grande bomba.

Mas demora tempo demais para se confirmar como filme ruim, o que acaba contando sempre a seu favor. Ainda que fiquem claras as intenções e rumos que a história vai tomar, há sempre aquela esperança de que numa testemunha ou prova de última hora tudo tome um novo rumo.

E enquanto distrai o espectador, O Exorcismo de Emily Rose se sai bem, cumprindo as promessas de sustos (até consegue fugir dos clichês mais comuns do gênero, como sempre esconder algo atrás de uma porta) e demonstrando a seriedade que um “filme baseado em fatos reais” merece (tem coisa mais insuportável que letreiro final listando o destino de personagens?).

Mas o importante mesmo é se benzer e apegar-se a Deus para suportar o desfecho, quando o drama de tribunal se funde finalmente com o terror, se tornando algo pavoroso (de se assistir, veja bem).

O Exorcismo de Emily Rose
The Exorcism of Emily Rose, EUA, 2005
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott, Jennifer Carpenter, Colm Feore, Joshua Close (Jason)

Também tem o Globo de Ouro, que vai ao ar hoje a noite. Infelizmente não vou acompanhar na Sony, com o desejado som original. Terei que me contentar com a tentativa de tradução simultânea do SBT e Rubes Ewald Filho e seu cavanhaque obsceno.

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