
Oficialmente o único filme de Monty Python que realmente me fez rir (e não apenas me fez esboçar risos, como os demais). Trançando um paralelo entre a vida do protagonista Brian (um judeu filho de romanos cheio de sonhos de libertação para sua terra) e vida do próprio criador. Considerando o tom anárquico costumeiro e a total falta de inibição ao fazer graça, principalmente no tocante a religião, é surpreendente como que A Vida de Brian ainda consegue manter um certo respeito para com JC!
Sacaneia com todos os preceitos judaico-cristãos, mas o filho de deus ainda tem sua dignidade respeitada, já que Brian e seus comparsas o acompanham de longe. Preferem fazer graça com os sermões, com a nobreza romana (sequência hilária), com os apedrejamentos (ainda mais hilária que a anterior) sem perder a chance de cutucar toda a sociedade dos dois mil anos depois daqueles (o grupo libertário cheio de discurso só não é melhor do que Loretta).
Pena que não temos mais este povo junto hoje, num período que poderia ser o melhor pra se fazer piada (não demora a chegar o dia em que os próprios apresentadores de telejornais rirão ao anunciar algo).
A Vida de Brian
Life of Brian, Inglaterra, 1979
Direção: Terry Jones
Elenco: Eric Idle, Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin,
Terence Bayler, Terry Gilliam, Terry Jones
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